

O Ibovespa hoje fechou em alta, com o mercado de olho no resultado da prévia da inflação no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de março e nas tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nesta quinta-feira (27), a principal referência da B3 subiu 0,47%, aos 133.148,75 pontos, depois de oscilar entre máxima a 133.904,38 pontos e mínima a 132.478,48 pontos. Foi, como ontem, o maior patamar desde 2 de outubro para encerramentos de sessão.
No IPCA-15, a taxa de inflação arrefeceu para 0,64% em março, ante 1,23% em fevereiro. O dado ficou abaixo da mediana de 0,68% encontrada na pesquisa feita pelo Projeções Broadcast. O resultado de março é o mais elevado para o mês desde 2023. “O IPCA-15 abaixo do esperado ajuda o índice. Os juros futuros caindo estimulam a Bolsa”, diz Kevin Oliveira, sócio e advisor da Blue3, ponderando que a taxa acumula no indicador em 12 meses gera cautela. “Está bem acima do teto da meta, que é 4,50%, mas a Selic não deve encostar nos 15%”, avalia Oliveira.
No exterior, repercutiu o anúncio de novas tarifas dos EUA, que, segundo Donald Trump, serão menores que as impostas por parceiros comerciais, mas afetarão “todos os países” na ação prevista para a próxima semana. O presidente também ameaçou com tarifas ainda maiores caso Canadá e União Europeia adotem retaliações, com a expectativa de arrecadar US$ 100 bilhões. O Canadá já estuda possíveis represálias.
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O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis De Guindos, disse que uma possível guerra comercial deflagrada pelos EUA pode afetar a confiança do consumidor e que as tarifas terão efeito passageiro sobre a inflação. Contudo, afirmou que quando há muita incerteza, “precisamos agir com muita prudência.” Segundo ele, é difícil dizer o que o BCE fará na reunião de abril.
Além disso, na última quarta-feira (26), Trump anunciou uma tarifa de 25% sobre automóveis fabricados no exterior e enviados para os EUA. A taxa será aplicada a veículos de passeio importados e caminhões leves. Peças automotivas essenciais, como motores, transmissões, peças de trem de força e componentes elétricos, também devem ser atingidas pelas taxas.
Na Bolsa brasileira, as ações mais sensíveis aos ciclos econômicos se destacam, ccaso da Automob (AMOB3), que subiu 4% entre as principais altas do dia. Papéis da Cogna (COGN3) também operaram no campo positivo do índice e avançaram 5,15%. Em relatório, o Bradesco BBI destacou, após encontro com executivos da empresa de educação, que a receita e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da companhia devem crescer dois dígitos em 2025.
Diante das boas perspectivas, o banco elevou o preço-alvo para a ação da Cogna de R$ 2,50 para R$ 3,10. O banco também elevou a estimativa de lucro líquido para 2025 em 36% para R$ 454 milhões (38% acima do consenso).
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Ativos do Magazine Luiza (MGLU3) foram outros que se saíram bem na sessão e avançaram 3,62%. Para o sócio da L4 Capital, Hugo Queiroz, o papel ainda se beneficia dos resultados do quarto trimestre. O analista acrescenta que o cenário de juros, com DIs em queda também influenciam o movimento.
Do lado oposto, as ações da Marcopolo (POMO4) recuaram 4,98% e registraram a maior baixa do Ibovespa hoje, seguidas pelas ações da CVC (CVCB3), que caíram 2,58%.
No mercado de câmbio doméstico, o dólar hoje fechou em alta de 0,36% a R$ 5,7533. Na véspera, a moeda americana havia encerrado em valorização de 0,41%, a R$ 5,7328.
*Com informações do Broadcast
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