O Ibovespa hoje fechou em queda de 0,07%, aos 141.682,99 pontos, com falas do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell , e a guerra comercial entre China e EUA no foco dos investidores.
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O Ibovespa hoje fechou em queda de 0,07%, aos 141.682,99 pontos, com falas do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell , e a guerra comercial entre China e EUA no foco dos investidores.
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O Ibovespa se esforçou ao longo de boa parte da sessão para recuperar a linha dos 142 mil pontos no fechamento desta terça-feira, mas, acompanhando piora em Nova York, não conseguiu.
Powell afirmou em discurso hoje que a inflação “segue acima da meta” da instituição e “parece continuar aumentando gradualmente”, em meio ao impacto de tarifas e à desaceleração do mercado de trabalho. Em evento, ele alertou que “há risco de que o lento repasse das tarifas comece a parecer uma inflação persistente”, o que exigirá cautela na condução da política monetária.
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Sinalizou ainda que os riscos negativos para o mercado de trabalho dos Estados Unidos aumentaram, segundo os dados mais recentes disponíveis. Em discurso durante o encontro anual do National Association for Business Economics (NABE), o dirigente afirmou que, embora a taxa de desemprego tenha permanecido baixa até agosto, os ganhos de emprego “desaceleraram fortemente”, reflexo, em parte, da queda na imigração e da menor participação na força de trabalho.
A retomada das preocupações comerciais entre China e Estados Unidos mexeu com as Bolsas de Nova York e as commodities – minério de ferro em Dalian (-2,07%) e petróleo Brent (-1,31%). Sem novos sinais de avanço nas conversas sino-americanas, há temores de que o impasse entre as duas potências tenha implicações na economia global.
No mês, o índice recua 3,11%, com ganhos no ano a 17,79%. Na semana, no agregado de duas sessões, sobe 0,71% Mais cedo, o dia era majoritária e moderadamente positivo para as ações de primeira linha.
Nesta quarta, Vale (VALE3) ficou sem variação e as ações do setor metálico também perderam ímpeto, sem sinal único no fechamento. Gerdau (GGBR4) cedeu 0,05%, CSN (CSNA3) subiu 0,48% e Usiminas (USIM5) avançou 2,88%. Os papéis ordinários da Petrobras (PETR3), por sua vez, recuaram 0,06%, enquanto os preferenciais (PETR4) cederam 0,69%.
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O mesmo ocorreu com os papéis do setor financeiro, com variações entre -1,05% para Santander (SANB11) e 1,42% para Bradesco (BBDC4). Principal papel do segmento, Itaú (ITUB4) subiu 0,43%, enquanto Banco do Brasil (BBAS3) cedeu 0,86% nesta terça-feira. Na ponta ganhadora do Ibovespa, Embraer (EMBR3) e Raízen (RAIZ4) dispararam 4,89% e 3,53%, respectivamente.
Na agenda doméstica, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) informada nesta manhã ficou no foco. O volume prestados de serviços no País subiu 0,1%, a quinta alta mensal seguida, um pouco acima da mediana com variação zero das expectativas. No geral, o resultado tende a dificultar as apostas de queda da Selic em 2025, dados os sinais de cautela do próprio Banco Central (BC).
O dólar hoje subiu 0,14% a R$ 5,47, amparado pela moderação de tom do presidente dos EUA, Donald Trump, contra a China após Pequim pedir que, em vez das ameaças, as “diferenças” sejam resolvidas, o que atenuou expectativas desfavoráveis nos mercados.
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“Por aqui, o clima também não foi dos mais positivos, com o recrudescimento das preocupações fiscais e a antecipação da disputa eleitoral”, pontua em nota Silvio Campos Neto, economista sênior e sócio da Tendências Consultoria.
No noticiário corporativo, o mercado ainda repercutiu a decisão da Gol (GOLL4) de levar à Assembleia Geral Extraordinária (AGE) proposta de reorganização societária e fechamento de capital.
Após a recuperação de segunda-feira (13), os índices de ações de Nova York encerraram mistos devido a preocupações com a disputa comercial entre EUA e China, apesar da recente postura mais conciliadora do presidente americano, Donald Trump.
Para o Wells Fargo, a data limite de 1º de novembro para a imposição de restrições às exportações chinesas e tarifas mais altas pelos EUA eleva a probabilidade de os dois países entrarem em um cenário de guerra comercial negativa.
Os Treasuries (títulos da dívida estadunidense) voltaram do feriado e ampliaram quedas. Os desdobramentos do shutdown do governo Trump também permaneceram no foco.
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Na Europa, a libra avançou em relação ao dólar hoje após alta na taxa de desemprego do Reino Unido. Em meio às tensões comerciais, o ouro renovou recorde.

O volume de serviços prestados subiu 0,1% em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na comparação com agosto de 2024, houve avanço de 2,5%, já descontado o efeito da inflação. A taxa acumulada no ano, que tem como base de comparação o mesmo período do ano anterior, foi positiva em 2,6%. No acumulado em 12 meses, houve alta de 3,1%, ante 3,0% até julho.
A receita bruta nominal do setor de serviços subiu 0,6% em agosto ante julho. Na comparação com agosto de 2024, houve avanço de 7,0% na receita nominal.
O avanço de 0,1% do volume de serviços prestados em agosto deixa carrego estatístico positivo de 0,7% para o setor no terceiro trimestre de 2025. A herança para o ano é de crescimento de 2,6%, conforme cálculos do Projeções Broadcast.
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A pesquisa de agosto mostrou resiliência do setor, que deve manter o bom ritmo até o fim de 2025, avalia a economista Claudia Moreno, do C6 Bank. A expectativa da economista é de crescimento acima de 2% nos serviços neste ano, impulsionado pelos estímulos promovidos pelo governo, como o aumento de gastos, a liberação de recursos do FGTS para os trabalhadores e o incentivo à concessão de crédito.
Moreno considera que, a despeito da solidez dos serviços, outros dados da atividade divulgados pelo IBGE têm mostrado que a economia brasileira como um todo está em desaceleração e deve crescer menos do que em 2024. “Essa perda de fôlego é reflexo dos juros mais altos, que tendem a impactar os investimentos e o consumo”, aponta.
O Conselho de Administração da Gol (GOLL4) aprovou a convocação de Assembleias Gerais para 4 de novembro, para deliberar sobre a incorporação da companhia e da Gol Investment Brasil (GIB) pela Gol Linhas Aéreas S.A (GLA), com a consequente saída da companhia do Nível 2 de Governança Corporativa da B3 e fechamento de capital.
Segundo fato relevante encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a incorporação, que ainda depende de aprovações, tem o objetivo de reorganizar as operações da companhia, buscar sinergias e reduzir seus custos. Confira todos os detalhes nesta matéria.
Os balanços de grandes bancos foram monitorados no dia. O Goldman Sachs teve lucro líquido de US$ 4,10 bilhões no terceiro trimestre de 2025, um avanço de 37% ante igual período do ano passado, conforme balanço divulgado nesta terça-feira. O lucro diluído por ação do banco americano no período foi de US$ 12,25, bem acima da expectativa de analistas da FactSet, de US$ 11,00.
Já o JPMorgan alcançou lucro líquido de US$ 14,39 bilhões no terceiro trimestre de 2025, 12% maior do que o ganho de US$ 12,9 bilhões apurado em igual período do ano passado, segundo balanço publicado nesta terça-feira. O lucro diluído por ação do maior banco dos EUA no período foi em US$ 5,07, acima da previsão de analistas consultados pela FactSet, de US$ 4,85.
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Ainda na agenda econômica hoje, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participou de sessão na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado que vai debater o projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR).
Em paralelo, o Tesouro fez leilão de Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B, títulos públicos com rendimento atrelado à inflação) e Letra Financeira do Tesouro (LFT, título pós-fixado com rentabilidade atrelada à taxa de juros).
Esses e outros dados do dia ficaram no radar de investidores e impactaram as negociações na bolsa de valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa hoje.
*Com informações de Maria Regina Silva e Silvana Rocha, do Broadcast
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