A maioria se diz construtiva com Brasil, México e Chile. Dos participantes da pesquisa, 53% dizem que o Brasil terá um desempenho superior na América Latina, contra 22% para o México. “Nos Andes, a maioria espera que o Chile tenha um desempenho superior”, acrescenta o BofA, sem detalhar a porcentagem, mas atribuindo os preços do cobre como o principal risco.
De maneira ampla, as tarifas dos Estados Unidos permanecem como principal risco para a América Latina, com 9% mencionando que isso pode impactar negativamente os ativos no Brasil, e 31% considerando o fator como potencial deteriorador para o México.
Ainda assim, a parcela de investidores assumindo um risco mais alto que o normal aumentou para 27% (vs 6% em abril e 21% na média histórica). A alocação setorial permanece inalterada, com Utilities e Financeiro como os setores de maior peso. Commodities (Energia e Materiais) permanecem como os mais underweight (abaixo da média do mercado), seguidos por Consumo Discricionário.
Os gestores de fundo da América Latina também permanecem construtivos com o real. A maioria espera um dólar mais fraco em 2025, com 47% apontando que a divisa americana permanecerá entre R$ 5,70 e R$ 6,00, e outros 41% projetando dólar abaixo de R$ 5,70.
Além do Ibovespa, a pesquisa do BofA mostrou que a Selic deve atingir o pico entre 14,75% e 15%. O cenário base do BofA, por sua vez, é de que a taxa básica de juros atingiu seu maior nível na reunião de maio, em 14,75%.