No caso da Localiza, os analistas destacam que o posicionamento aumentou de forma relevante nos últimos meses, especialmente após o tom mais confiante do terceiro trimestre de 2025. “De maneira geral, investidores gostam do potencial de melhora de margens nos negócios de locação, derivadas de preço e ganhos de eficiência”, afirmam Lucas Barbosa, Gabriel Tinem e Victor Tani. A área de seminovos também preocupa menos, já que investidores acreditam que os preços de usados não caíram tanto quanto se esperava.
Em sentido oposto, o Santander observou investidores reduzindo ou zerando posição em Motiva, principalmente após a materialização de gatilhos como a venda de aeroportos, a nova meta de corte de custos e o aditivo da ViaQuatro. Ainda assim, investidores de longo prazo seguem confiantes, avaliando que a agenda de criação de valor continua e que novos projetos podem sustentar crescimento. Alguns também apontam que o setor de utilities está “muito carregado” e veem Motiva como alternativa.
Sobre a Embraer, o banco afirma que o papel parece “subposicionado” entre investidores locais, com parte da base migrando para fundos globais do setor aeroespacial e focados em crescimento. “Alguns destacaram, no entanto, que avanços no projeto de eVTOL da Eve e novos pedidos podem ainda ser razões para manter a ação”, ponderam.
Em relação à Rumo, o sentimento é de menor entusiasmo com 2026, diante de pressão sobre a rentabilidade do produtor rural, possíveis impactos do acordo EUA-China e expectativa de menor produtividade agrícola no Mato Grosso. Ainda assim, alguns investidores veem que mudanças de governança podem ser transformacionais e que um ritmo mais lento no projeto Lucas do Rio Verde poderia gerar caixa e mudar o perfil de investimento da companhia.
O Santander também cita a WEG, amplamente discutida nas reuniões, embora pouco presente nas carteiras locais. Segundo o banco, investidores avaliam o rali recente, apoiado na sinalização de crescimento de dois dígitos em 2026 e na maior probabilidade de retirada de tarifas dos EUA, mas ainda demonstram desconforto com os níveis de valuation.