Os resultados divulgados hoje seguem a norma contábil adotada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão que regula o setor de seguros e resseguros. A divulgação “oficial” do IRB será no final de março, com teleconferência em abril, com os números elaborados pela norma contábil IFRS, que foi adotada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para todas as empresas de capital aberto do País.
O IRB informou nesta quarta-feira que fará as duas divulgações porque a Susep ainda não recepcionou o IFRS, ou seja, não estabeleceu os parâmetros que as empresas reguladas devem adotar pra elaborar os balanços sob a regra. Outras empresas reguladas também têm feito os balanços considerando as duas normas, justamente pela ausência de recepção do IFRS pela Susep.
No ano passado, o IRB observou uma queda de 42% no volume de pedidos de indenização em relação a 2022, para R$ 3,925 bilhões. A redução foi fruto da estratégia da companhia de reduzir a exposição a riscos no mercado internacional e de sair de contratos que não eram rentáveis. O resultado é que a emissão de prêmios, ou seja, a arrecadação com resseguros, caiu 19% em um ano, para R$ 5,690 bilhões.
O resultado financeiro do IRB caiu 3% em um ano, para R$ 426,138 milhões. Os ativos do ressegurador caíram 10% na mesma base de comparação, para R$ 20,801 bilhões, mas o patrimônio líquido subiu 3,5%, para 4,216 bilhões.