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Itaú Asset: veja qual é a expectativa de retorno da Bolsa em 2024

Dentre os setores com os quais está mais otimista, o gestor do Itaú Hunter destaca o lado doméstico da Bolsa

Itaú Asset: veja qual é a expectativa de retorno da Bolsa em 2024
(Foto: Envato Elements)

Após o rali dos ativos de risco no mês de novembro, o gestor do Itaú Hunter, Bruno Savaris, afirma que a expectativa de retorno da Bolsa em 2024 é de Certificado de Depósito Interbancário (CDI, uma taxa com lastro em operações realizadas entre instituições bancárias) + 5% , com o Ibovespa em 145 mil pontos. Mas ele acrescenta que, embora o CDI + 5% para ativos de risco seja um retorno “ok”, o interessante é olhar para algumas ações que ele acredita que vão bater CDI + 30%.

“[O rali de] novembro não foi algo específico do Brasil. Conforme a volatilidade vai arrefecendo, nesse cenário de soft landing do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) que cada vez mais é consenso e a gente acha que é o mais razoável, sem uma recessão severa acontecendo, é bom para ativos de risco”, afirmou Savaris, durante evento da Itaú Asset nesta terça-feira (5). Assim, o gestor diz estar construtivo com o Brasil, com uma “assimetria menor, mas ainda boa para investir em Bolsa”.

Dentre os setores com os quais está mais otimista, Savaris destaca o lado doméstico da Bolsa, especificamente os setores mais defensivos, uma vez que espera um arrefecimento da economia ao longo do próximo ano. Bens de capital é “a menina dos nossos olhos”, segundo o gestor. “Por muito tempo foi um setor esquecido pelo investidor local, sofreu com enxugamento da máquina pública e com a pandemia, mas as empresas fizeram o dever de casa, revisaram estimativas”, diz.

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Falando de ações mais específicas, ele afirma acompanhar com interesse Embraer (EMBR3) e Marcopolo (POMO4). Entre os demais setores, Savaris também cita utilities, varejo alimentar, shoppings e saúde.

Com menos risco alocado em mercados internacionais, Rodrigo Koch, gestor do Itaú Optimus, diz estar com uma posição comprada (que aposta na alta) acima da média em Brasil. “Mas tem que ‘separar o joio do trigo’”, reforça. As principais posições compradas estão no setor de petróleo – ora com hedge (proteção), ora não -, utilities, transportes e bancos.

Sobre o setor de petróleo, Koch diz ver um mercado mais balanceado para a commodity daqui para frente, com um preço-base sem grandes tendências de alta ou baixa. E, mesmo que recentemente esse mercado tenha visto uma forte queda, ele afirma ser possível encontrar petrolíferas no Brasil e no mundo com boa geração de caixa.