O Itaú Unibanco reportou lucro líquido gerencial de R$ 12,317 bilhões no quarto trimestre do ano passado, um crescimento de 13,2% ante igual período de 2024. Na comparação com o terceiro trimestre, o lucro subiu 3,7%.
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O Itaú Unibanco reportou lucro líquido gerencial de R$ 12,317 bilhões no quarto trimestre do ano passado, um crescimento de 13,2% ante igual período de 2024. Na comparação com o terceiro trimestre, o lucro subiu 3,7%.
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O lucro do Itaú Unibanco no quarto trimestre de 2025 veio em linha com as previsões do Prévias Broadcast. A expectativa era de que o maior banco privado do Brasil tivesse lucro líquido de R$ 12,16 bilhões, conforme a média de projeções de seis casas consultadas (Citi, BTG Pactual, Genial Investimentos, Bank of América, Goldman Sachs e XP).
O Prévias Broadcast considera os resultados em linha quando há variação de até 5% para cima ou para baixo.
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Em 2025,o lucro líquido recorrente gerencial do Itaú foi de R$ 46,83 bilhões, avanço de 13,1% ante 2024.
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) total do banco foi de 24,4% no quarto trimestre, de 23,3% no terceiro e 22,1% nos últimos três meses de 2024. Considerando apenas as operações no Brasil, o ROE foi de 26%, comparado com 24,2% no trimestre anterior e 23,4% um ano antes.
A margem financeira gerencial somou R$ 31,5 bilhões, com crescimento de 7,3% em um ano e de 0,5% em relação ao trimestre anterior. A margem financeira com clientes aumentou 8,6% em um ano, para R$ 30,9 bilhões, enquanto a margem com o mercado despencou 34%, para R$ 597 milhões.
A carteira de crédito total do Itaú Unibanco, incluindo operações no Brasil e na América Latina, encerrou o quarto trimestre de 2025 em R$ 1,49 trilhão, um crescimento de 7,3% em 12 meses desconsiderado o efeito da variação cambial, e de 6% incluindo esses efeitos.
Na comparação com o terceiro trimestre, houve alta de 4,5%, sem o efeito cambial. A carteira destinada a pessoas físicas cresceu 6,6% em um ano, para R$ 474,3 bilhões, expansão puxada por cartões e financiamento imobiliário. Frente ao trimestre anterior, houve alta de 3,9%.
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Dentro da pessoa física, o crédito imobiliário avançou 12,8% em base anual, para R$ 141,7 bilhões, enquanto a carteira do cartão de crédito avançou 8%, para R$ 153,5 bilhões. Já o consignado registrou variação positiva de 1,2% em um ano e de 4% no trimestre, para R$ 75,3 bilhões.
Segundo Itaú, na comparação com setembro de 2025, o consignado privado cresceu 27,5%, em função do aumento da originação diante do programa do crédito ao trabalhador. Por outro lado, as carteiras do setor público e do INSS caíram 1,1%.
No segmento de pessoa jurídica do Itaú no 4T25, as operações para micro, pequenas e médias empresas, um dos focos do banco, chegaram a R$ 303,1 bilhões ao final do trimestre, alta de 8,7% em um ano e 8,8% no trimestre. De acordo com o banco, o desempenho foi impulsionado pela expansão trimestral de 12% na carteira a médias empresas, enquanto a de pequenas empresas cresceu 6,4%, concentrado em programas governamentais.
A carteira para grandes empresas teve incremento de 5,2% em um ano e de 4,1% no trimestre, para R$ 455,9 bilhões. No comparativo anual, o crescimento refletiu principalmente os ganhos da produção nos segmentos das empresas com faturamento entre R$ 500 milhões e R$ 4 bilhões, conforme o banco. “Excluindo o efeito da variação cambial, a carteira teria crescido 7,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior”, explica. A carteira de crédito do Itaú na América Latina somou R$ 257,6 bilhões, representando alta de 3,2% em doze meses. No Brasil, a carteira avançou 6,6% no período, a R$ 1,233 trilhão
O Itaú Unibanco divulgou suas projeções para 2026, fixando guidance de crescimento da carteira de crédito total no ano entre 5,5% e 9,5%. Para o Brasil, as estimativas para o mesmo indicador é de avanço de 6,5% e 10,5%.
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Para margem financeira com clientes a projeção é de um avanço entre 5% e 9% para o ano, enquanto com mercado o aumento estimado é de um intervalo entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões. Já o custo do crédito ficou entre R$ 38,5 bilhões e R$ 43,5 bilhões em 2026, no guidance para 2026.
O banco projeta ainda crescimento da receita de prestações de serviços e resultado de seguros entre 5% e 9% para o ano, aumento das despesas não decorrentes de juros entre 1,5% e 5,5% e alíquota efetiva de Imposto de Renda/Contribuição Social (IR/CS) entre 29,5% e 32,5%.
O Itaú informou ainda que considera um custo de capital em torno de 15% ao ano na gestão de seus negócios.
O índice de inadimplência da carteira de crédito do Itaú Unibanco acima de 90 dias ficou estável no quarto trimestre de 2025 em comparação com o terceiro, em 1,9%. Em relação a dezembro do ano anterior, houve retração de 0,1 ponto porcentual.
Entre pessoas físicas no Brasil, o indicador também ficou estável, em 3,6%, no melhor nível da série histórica. Entre micro, pequenas e médias empresas no País, a métrica subiu 0,8 ponto porcentual na passagem trimestral, para 1,8%, movimento atribuído pelo banco ao fim das carências dos programas governamentais.
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Para grandes empresas no Brasil, a inadimplência acima de 90 dias atingiu 0,08% no quarto trimestre, contra 0,11% no trimestre anterior.
Pelo critério atrasos entre 15 e 90 dias, a inadimplência total arrefeceu a 1,6% nos trimestre final de 2025, de 2,0% em setembro. De acordo com o Itaú, as reduções, tanto no consolidado quanto em grandes empresas, estão relacionados a um cliente específico do segmento, que estava adequadamente provisionado, classificado em estágio 3 e que foi cedido para empresa não ligada, sem coobrigação. O banco não abriu o nome da companhia em questão.
A NPL Creation, que mede a proporção do crédito que virou inadimplente no período, ficou estável no comparativo trimestral, em 0,7%, com “relativa estabilidade em todos os segmentos”. A carteira renegociado de crédito caiu 8,5% no período, a R$ 35,1 bilhões.
O Itaú Unibanco teve despesas não decorrentes de juros de R$ 17,3 bilhões no quarto trimestre de 2025, resultado 3,7% maior que o do mesmo período do ano anterior e 1,0% superior ao do terceiro trimestre.
De acordo com o banco, o aumento reflete principalmente os efeitos da negociação do acordo coletivo de trabalho, com reajuste de 5,68% sobre salários a partir de setembro de 2025.
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Com pessoal, as despesas somaram R$ 6,4 bilhões, crescimento de 3,6% em 12 meses e de 1,5% no trimestre. O Itaú encerrou dezembro com 92,5 mil funcionários, abaixo dos 96,2 mil registrados em igual período de 2024.
As despesas transacionais, que englobam gastos operacionais e de atendimento, totalizaram R$ 4,53 bilhões, alta de 7,6% em um ano e 1,4% frente ao trimestre anterior. Segundo o Itaú, a linha foi impulsionada por maiores despesas com bandeiras, parcerias e novos negócios.
As despesas com tecnologia subiram 12,5% em 12 meses, mas recuaram 2,9% no confronto com o trimestre anterior, a R$ 3 bilhões. A queda trimestral refletiu ações de eficiência, incentivos de parceiros para o desenvolvimento de novos projetos em tecnologia e o menor volume de desligamentos, disse o banco no balanço.
Ao fim de dezembro, o banco contava com 2.529 agências e postos de atendimento, comparado com 2.928 um ano antes.
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O índice de eficiência do Itaú no Brasil ficou em 38,9% no quarto trimestre, de 40,7% no mesmo intervalo de 2024. Quanto menor o índice, maior a eficiência operacional do banco.
No final do quarto trimestre, o índice de Basileia do Itaú estava em 15,2%, de 16,4% no fim do terceiro trimestre e 16,5% há um ano. O capital nível 1, de maior qualidade, ficou em 13,8%, de 14,8% no trimestre anterior. Já o índice de capital principal (CET I) fechou em trimestre em 12,3%, de 13,5% em setembro.
O conselho de administração do Itaú Unibanco encerrou antecipadamente o programa de recompra de ações de emissão própria que venceria amanhã. O colegiado aprovou também novo programa de recompra de ações de emissão própria, que passará a vigorar até 4 de agosto de 2027, autorizando a aquisição de até 200 milhões de ações preferenciais, sem redução do valor do capital social, equivalentes à 3,74% das ações de mesma classe em circulação.
Com o novo programa, o Itaú pretende entregar ações aos funcionários e administradores da companhia e de suas controladas no âmbito dos seus modelos de remuneração, dos seus planos de incentivos de longo prazo e de seus projetos institucionais, além de cancelar ações de emissão da companhia.
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