No fim da tarde em Nova York, o juro da T-note de 2 anos subia a 4,948%, o da T-note de 10 anos recuava a 4,516% e o do T-bond de 30 anos tinha baixa a 4,641%.
Os retornos chegaram a exibir leve alta logo cedo, mas o quadro negativo se impôs, estendendo o movimento visto ontem. Entre os dirigentes do Fed, além de Powell, o presidente da distrital de Nova York, John Williams, também não comentou política monetária. Já a diretora Lisa Cook afirmou que a economia está razoavelmente resiliente, mas acrescentou que o BC monitora riscos e choques econômicos.
Ainda no noticiário do banco central, a presidente da distrital de Cleveland, Loretta Mester, deixará o cargo ao fim de seu mandato atual, em 30 de junho de 2024. A medida cumpre as regras de idade máxima e tempo de serviço na instituição, e com isso foi formado um comitê para iniciar o processo de busca por um nome para substituí-la.
O Tesouro, por sua vez, informou que um leilão de US$ 41 bilhões em T-notes de 10 anos registrou juro de 4,519%, com demanda abaixo da média recente, segundo o BMO Capital.
O leilão, porém, não foi decisivo hoje, com a postura do Fed tendo mais importância. O Goldman Sachs acredita que o BC americano deve começar a cortar juros no quarto trimestre de 2024, seguindo no ritmo de uma redução de 25 pontos-base por trimestre, encerrando o processo de relaxamento no segundo trimestre de 2026. O Goldman diz que o impacto das elevações de juros está em grande medida para trás e vê o corte de juros em 2024 como “opcional”.
Outros analistas acreditam em corte de juros mais cedo. No monitoramento do CME Group, por sua vez, a precificação para algum relaxamento supera a de manutenção (49,0% a 43,3%) em maio de 2024. Durante a sessão, o mercado também observou a contínua queda do petróleo, que aponta para menores pressões inflacionárias.