O estudo aponta que uma parcela significativa dessa atividade passou a ser operada por redes de lavagem de dinheiro de língua chinesa, conhecidas como Chinese-Language Money Laundering Networks (CMLNs). Em 2025, essas estruturas movimentaram US$ 16,1 bilhões em criptoativos, o equivalente a 19,6% do volume global identificado, aproximadamente 20% do total.
Na prática, isso significa que essas redes processaram cerca de US$ 44 milhões por dia, operando por meio de quase 1.800 carteiras ativas, consolidando-se como uma das maiores infraestruturas de lavagem de dinheiro já identificadas no ecossistema cripto.
O estudo mostra que a lavagem de dinheiro com criptomoedas deixou de ser uma atividade fragmentada para se tornar um ecossistema altamente especializado e profissionalizado.
Segundo a Chainalysis, as redes de língua chinesa representam hoje uma das maiores estruturas identificadas, mas o relatório ressalta que outros ecossistemas de lavagem também vêm evoluindo rapidamente, incluindo redes de língua russa e grupos altamente especializados em diferentes regiões.
Para a Chainalysis, o enfrentamento da lavagem de dinheiro com criptomoedas exige cooperação internacional, integração entre setor público e privado e uso contínuo de inteligência on-chain, à medida que o crime financeiro digital se torna mais sofisticado e globalizado.