A receita operacional líquida da empresa cresceu 5,4% em 2025 ante 2024, para R$ 9,057 bilhões. Segundo a companhia, o desempenho reflete o aumento das exportações a partir do Brasil e a boa performance das operações internacionais, com destaque para Austrália e Argentina.
O resultado financeiro ficou positivo em R$ 217,8 milhões, ante um ganho também positivo de R$ 13,0 milhões em 2024. Segundo a empresa, o resultado foi impulsionado pela variação cambial gerada pela valorização do real frente ao dólar norte-americano sobre a carteira de pedidos em dólares.
A companhia destaca que realiza hedge (proteção para tentar diminuir os efeitos da volatilidade do mercado financeiro sobre seus ativos) cambial das exportações no momento da confirmação dos pedidos de venda, assegurando a margem dos negócios. À medida que os produtos são entregues e faturados, a empresa captura os efeitos da valorização ou desvalorização do real em suas margens operacionais ou no resultado financeiro.
Produção e vendas
Em 2025, a produção consolidada da Marcopolo totalizou 15.024 unidades, 1,7% inferior às 15.289 unidades fabricadas em 2024. Desse total, 81,9% foram produzidas no Brasil e 18,1% no exterior.
As despesas com vendas somaram R$ 417,6 milhões em 2025, ou 4,6% da receita líquida, contra R$ 352,4 milhões, ou 4,1% da receita, em 2024. A elevação dos gastos comerciais, em termos absolutos e relativos, reflete principalmente o aumento das exportações a partir do Brasil, vendas que tipicamente possuem maior comissionamento.
As vendas, por sua vez, alcançaram 15.048 unidades, sendo 11.006 no Brasil (73,1% do total), 1.474 exportadas a partir do País (9,8%) e 2.568 produzidas e comercializadas no exterior (17,1%).
Em seu release de resultados, a empresa destaca que manteve a liderança do mercado de carrocerias para ônibus no ano passado, encerrando o período com uma participação de 47,1%, sem alterações substanciais na comparação com 2024.
Endividamento
A empresa encerrou o ano com endividamento financeiro líquido de R$ 1,481 bilhões, acima dos R$ 1,158 bilhão registrados ao fim de 2024. Desse total, R$ 1,199 bilhão provinham do segmento financeiro (Banco Moneo) e R$ 281,9 milhões do segmento industrial.