Além disso, o mercado monitora nesta terça-feira (14) notícias de que o governo de Donald Trump discute a possibilidade de promover um aumento gradual das tarifas a importações mês a mês. Segundo a Bloomberg, essa é uma abordagem gradual que visa evitar um repique na inflação. A abordagem mais moderada teria impacto menos agressivo sobre a China.
O avanço dos índices futuros em Nova York diante à esperança de uma postura mais gradual de Trump com tarifas tende a amparar o bom humor no cenário doméstico, que também é beneficiado pela alta das commodities e dólar fraco.
O que movimenta o mercado financeiro hoje?
Bolsas internacionais
As bolsas europeias sobem, refletindo melhora no sentimento de risco e alívio nos rendimentos soberanos locais e dos EUA, em compasso de espera por nova rodada de dados macroeconômicos ao longo da semana. Ainda, os mercados da Europa monitoram o início da temporada de balanços.
No Japão, os rendimentos dos títulos soberanos, conhecidos como JGBs, saltaram após o vice-presidente do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), Ryozo Himino, afirmar que a possibilidade de elevar as taxas de juros está na mesa para a reunião da próxima semana.
Commodities e câmbio
O petróleo cai e corrige ganhos recentes na manhã desta terça-feira, após três sessões consecutivas de altas robustas que elevaram o WTI ao maior nível desde agosto e o Brent acima de US$ 80. Hoje, investidores monitoram possível acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza e esperam por dados PPI dos EUA.
Já o contrato mais negociado do minério de ferro no mercado futuro da Dalian Commodity Exchange, para maio de 2025, fechou em alta de 2,22%, cotado a 783 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 106,79. A valorização da commodity é apoiada pela sinalização recente do Ministério do Comércio da China de que irá impulsionar o consumo e estabilizar o comércio exterior e o investimento este ano, segundo a ANZ Research, em nota. As medidas de estímulo da China nos últimos meses ajudaram a impulsionar a perspectiva para a demanda por aço, acrescenta a casa.
Entre as moedas globais, o dólar recua ante rivais fortes, devolvendo ganhos recentes, em compasso de espera por novos dados de inflação ao produtor nos EUA. Segundo analistas, a divisa americana segue apoiada por perspectivas de diferencial de juros, dúvidas sobre a trajetória fiscal em outras economias desenvolvidas e possíveis impactos de políticas de Donald Trump.
Bolsa brasileira
Para o Ibovespa hoje, a alta de 2,22% do minério de ferro será positiva, enquanto o dólar mais fraco ante maioria de moedas emergentes pode beneficiar o real. O recuo dos rendimentos dos Treasuries (títulos públicos americanos) é fator para alívio na curva de juros num dia de agenda local esvaziada.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), indicou apoio aos vetos que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve fazer no projeto de renegociação da dívida dos Estados, segundo apurou o Broadcast Político. Integrantes do governo disseram que o essencial do projeto aprovado na Casa no ano passado será mantido, como a redução dos juros, alongamento da dívida e uso dos ativos para o abatimento da dívida.
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*Com informações do Broadcast