Por outro lado, analistas seguem observando um cenário com espaço para maior alta de preços do cobre, levando em conta especialmente a demanda pela transição verde e a dificuldade de aumentar a produção global. O cobre para maio fechou em baixa de 0,68%, a US$ 4,2530 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). Na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses recuava 0,36%, às 14h15 (de Brasília), a US$ 9.364,00 a tonelada. “Um cenário cíclico mais positivo no mundo ocidental deverá apoiar a procura de cobre, que caiu 7,5% na Europa e 3,5% nos Estados Unidos no ano passado. Assistimos dinâmicas de crescimento mais fortes relacionadas com a transição energética, ou seja, a produção de veículos elétricos e a instalação de painéis solares e turbinas eólicas”, avalia o Julius Baer.
Durante os últimos meses, o crescimento da produção mineira global foi interrompido, principalmente devido ao encerramento da mina Cobre Panamá, lembra o banco suíço. “O encerramento da Cobre Panama está conduzindo a um abrandamento mais cedo do que o esperado no crescimento da produção global, aproximando o mercado do cobre do déficit estrutural que tínhamos anteriormente projetado para meados da década”, afirma.
“Embora o mercado possa necessitar de uma consolidação a curto prazo após a sua recente recuperação, vemos um apoio fundamental muito sólido. No longo prazo, ainda esperamos que os preços atinjam e ultrapassem o nível de US$ 10.000 por tonelada”, projeta o Julius Baer. Entre outros metais negociados na LME, no horário acima, a tonelada do alumínio operava em baixa de 0,57%, a US$ 2.457,00; a do chumbo perdia 0,79%, a US$ 2.140,50; a do níquel perdia 4,14%, a US$ 17.710,00; a do estanho saltava 0,16%, a US$ 31.770,00; e a do zinco tinha alta de 0,84%, a US$ 2.774,00.