“Nosso viés bull-to-bear (ciclo de altas e baixas de bolsas) depende da capacidade do Fleury de crescer em diagnósticos e Novos Elos (negócios ex-diagnósticos), mantendo margens elevadas, sendo que nosso cenário bull implica maior crescimento e melhores margens em relação ao nosso cenário base, e nosso cenário cenário bear implica em um crescimento e margens mais fracos”, dizem os analistas da casa, Mauricio Cepeda, Javier Martinez de Olcoz Cerda e Artur Alves.
“Prevê-se que a integração com o Pardini continuará sendo o ponto focal da empresa por pelo menos mais um ano. No entanto, a disciplina gerencial do Fleury é vista como uma vantagem competitiva fundamental para a obtenção de sinergias dessa consolidação, principalmente em eficiências gerais e administrativas, oferecendo criação direta de valor”, completam.
O Morgan Stanley diz ainda que a fragmentação do mercado de diagnóstico apresenta uma oportunidade para o Fleury expandir sua participação no mercado. “Com sua reputação robusta e ativos reforçados após a consolidação do Pardini, o Fleury está bem equipado para continuar ganhando participação nos níveis mais baixos. Acreditamos que esse posicionamento explica uma parte do crescimento consistente de seu volume”, avaliam os analistas.
Em relação à dinâmica de preços, o banco prevê a continuidade da evolução dos tíquetes abaixo da inflação, com alguns efeitos de mitigação decorrentes da incorporação de novas ofertas de tecnologia.
A casa espera também que em seu principal segmento, de diagnóstico, a empresa continue expandindo a margem com o aumento de volumes, apesar da erosão de preços em relação à inflação. Esse efeito positivo, embora de natureza potencialmente plurianual, pode eventualmente levar a uma estabilização ou leve queda no longo prazo, acredita o banco.
“A diversificação da empresa em outras áreas de saúde, como oftalmologia ou ortopedia, por ser intensiva em mão de obra, apresenta um menor potencial de alavancagem operacional. O aumento da contribuição da receita desses segmentos poderia diluir as margens gerais, apesar do bom desempenho no negócio principal de diagnóstico”, ponderam Cepeda, Cerda e Alves.