Dessa forma, as obrigações financeiras da empresa estão suspensas para os próximos 30 dias, tempo que a companhia pode usar no preparo para uma nova recuperação judicial ou na tentativa de um acordo com credores para reestruturar sua dívida.
Na escala da S&P Global, a nota “D” equivale à calote, sinalizando uma dificuldade da companhia em honrar com seus compromissos financeiros. A visão é de que a operadora possui uma estrutura de capital insustentável e fluxos de caixa fracos.
“Em novembro de 2022, a empresa contratou um consultor financeiro para auxiliar na negociação com os credores e adequar sua estrutura de capital, que ainda era altamente alavancada. O pedido de tutela cautelar da Oi sugere que as negociações demoraram mais do que o esperado, levando a empresa a agir para proteger sua posição de caixa e suas operações”, escrevem Luisa Vilhena e Fabiana Gobbi, autoras do relatório da agência.
No dia 15 de dezembro do ano passado, a Oi tinha saído de uma recuperação judicial de seis anos de duração, que se iniciou em 2016, após a operadora acumular R$ 65 bilhões em dívidas com 55 mil credores.