Ouro fecha semana em alta após payroll e tensões geopolíticas; prata dispara
Dados do mercado de trabalho nos EUA reforçam aposta de juros estáveis pelo Fed, enquanto tensões no Oriente Médio e na Venezuela sustentam metais preciosos
Ouro avança na semana após dados do payroll nos EUA indicarem desaceleração do emprego e queda do desemprego. Prata dispara, enquanto tensões geopolíticas seguem no radar. (Imagem: Adobe Stock)
O ouro fechou em alta expressiva nesta sexta-feira (9), consolidando os ganhos na semana, após os investidores analisarem os últimos dados sobre o mercado de trabalho nos EUA. O payroll, relatório de empregos do país, mostrou uma desaceleração em dezembro e uma queda na taxa de desemprego.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para fevereiro encerrou em alta de 0,9%, a US$ 4.500,9 por onça-troy. Já a prata para março avançou 5,58%, a US$ 79,34 por onça-troy. Na semana, os ganhos foram de 3,95% e 11,7%, respectivamente.
O ouro ganhou força na sessão após os dados do payroll e seguiu em trajetória de alta.
Para o analista da Capital Economics Stephen Brown, a queda na taxa de desemprego confirma a suspeita dos investidores de que o shutdown (paralização) do governo dos EUA explicou parte do aumento observado anteriormente.
“Junto com os sinais de que o crescimento do PIB está no caminho para um quarto trimestre excepcional, isso deve manter o Fed em pausa pelo menos pelos próximos meses”, afirma Brown.
O mercado ampliou as expectativas de que o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, deixará os juros inalterados até abril deste ano e retomará os cortes em junho, segundo monitoramento do CME Group. A mudança na precificação ocorreu após a divulgação dos dados do relatório de empregos.
Em contrapartida, o fortalecimento do dólar pesou negativamente sobre os ganhos do ouro, segundo analistas do Wells Fargo. Eles afirmam que a força da moeda americana limitou os ganhos do metal precioso na sessão.
Entre outros metais preciosos, a platina para abril registrou alta de 1,18%, a US$ 2.283,6, enquanto o paládio subia 3,99%, a 1.870,20, às 15h37 (de Brasília).