

As ações da Petrobras (PETR4) operavam em forte queda de 9,48% às 16h desta quarta-feira (14), cotadas a R$ 21,11. Os papéis da instituição registraram, até o momento, cotação máxima de R$ 22,60 e mínima de R$ 20,77, um dia após a divulgação de dois anúncios políticos que agitaram o mercado financeiro.
Na terça-feira (13), a nomeação de Aloizio Mercadante (PT), ex-ministro e economista, para dirigir o BNDES e a aprovação do projeto de lei que admite modificações na Lei das Estatais pela Câmara dos Deputados foi divulgada. As mudanças permitem a flexibilização das antigas regras para indicações aos cargos das empresas públicas, diminuindo o período de três anos para um mês a indicados que tenham ocupado determinadas posições na política. A Lei das Estatais foi implementada em 2016, durante o Governo Temer, com o objetivo de impedir que haja influência política nas empresas públicas.
O Ibovespa também opera em queda nesta tarde. Às 15h54, o principal índice da B3 recuava 0,08%, aos 103.458,70 pontos.
Sobre a estatal
A Petrobras é uma empresa estatal de capital aberto, ou seja, com economia mista. A companhia foi fundada em 1953 e seu maior acionista é o governo brasileiro. Apesar das interferências políticas nos últimos anos, um relatório da gestora global Janus Henderson mostra que a Petrobras lidera a remuneração de proventos aos investidores.
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A petroleira tem um conselho de administração cujos membros são eleitos pelos acionistas. A União federal é dona de mais da metade das ações da companhia, sendo assim o governo brasileiro o acionista majoritário da empresa.
O governo tem então a responsabilidade de indicar a maior parte dos conselheiros — que, por sua vez, têm a prerrogativa de escolher quem será o presidente da Petrobras e os sete diretores executivos da companhia. Esses profissionais definem a política de preços dos combustíveis e seus possíveis reajustes.