A Petrobras (PETR3;PETR4) divulgou ontem o tão aguardado Plano de Negócios para o período de 2026 a 2030, detalhando metas operacionais, projeções de investimento, perspectivas de dividendos e prioridades estratégicas para os próximos cinco anos.
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A Petrobras (PETR3;PETR4) divulgou ontem o tão aguardado Plano de Negócios para o período de 2026 a 2030, detalhando metas operacionais, projeções de investimento, perspectivas de dividendos e prioridades estratégicas para os próximos cinco anos.
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Nesta edição, a estatal retirou qualquer menção ao pagamento de dividendos extraordinários. Para os dividendos ordinários, a empresa projeta desembolsos entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões, com teto de US$ 5 bilhões — valor inferior ao previsto no plano anterior, que ainda incluía a possibilidade de dividendos extras entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões.
A redução de 1,8% no Capex ( investimentos totais) previsto para os próximos cinco anos tende a influenciar diretamente a política de proventos. Segundo Caio Mitsuo, planejador financeiro e especialista em investimentos, caso a companhia tivesse aumentado o Capex em meio à queda do barril de Brent, haveria risco de uma redução gradual no pagamento aos acionistas.
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No novo plano, a estatal prevê entre US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões para novos projetos. O setor de refino, transporte e comercialização vai receber no período US$ 15,8 bilhões. Os recursos vão se concentrar na expansão e na adequação do parque de refino, visando à produção de combustíveis de alta qualidade e de baixo carbono.
Com esses projetos, a companhia prevê ampliar sua capacidade instalada de processamento de 1,8 milhão de barris por dia (bpd) para 2,1 milhões bpd até 2030, um acréscimo de 320 mil bpd, incluindo os projetos em avaliação, porém estável em relação ao plano referente a 2025-2029. A conclusão do Trem 2 da Refinaria Abreu e Lima (RNEST) e o projeto Refino Boaventura lideram a lista.
O Plano de Negócios da Petrobras (PETR3;PETR4) prevê ainda US$ 2 bilhões para a construção de 20 navios de cabotagem e 18 barcaças, além do afretamento de 40 embarcações de apoio offshore, movimentando a indústria naval. Outros US$ 9,7 bilhões serão destinados ao descomissionamento de plataformas e abandono de poços.
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