Em 2023, as oportunidades de negócios da Petrobras mobilizaram cerca de 34 mil fornecedores. “É uma decisão importante que tem como efeito imediato a dinamização da economia e a geração de empregos por meio da diminuição da exposição financeira dos nossos fornecedores, em especial os nacionais”, disse, em nota, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.
A mudança vai impactar contratos que atendem a operação e manutenção das unidades industriais onshore (em terra) e offshore (em alto mar) e também os que dão suporte às atividades administrativas.
Segundo a Petrobras, o novo prazo está alinhado ao Plano Estratégico 2024-28, com o fortalecimento da saúde financeira da sua cadeia de suprimentos, além de atender aos compromissos sociais junto à agenda Ambiental, Social e Governança (ASG) da companhia.
“A medida vai certamente fortalecer os nossos fornecedores de bens e serviços e aumentar a atratividade e a competitividade dos nossos certames licitatórios”, disse o diretor de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Carlos Travassos.
Programa Mais Valor da Petrobras
A diretoria também aprovou a continuidade do Mais Valor. O programa já antecipou mais de R$ 24,4 bilhões em faturas antecipadas. O Programa Mais Valor concede ao fornecedor da Petrobras a opção de antecipar o recebimento de suas faturas com as instituições financeiras participantes.
As operações se encaixam na modalidade de risco sacado, quando é percebido o risco de crédito do comprador. O fornecedor consegue antecipar o pagamento com taxas competitivas e também não há a incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). As obrigações são pagas aos agentes financeiros pela Petrobras no valor e na data original.
“Estamos conduzindo um processo amplo de reestruturação das nossas relações com fornecedores, porque não somente temos que modernizar licitações e contratos, como temos que nos adaptar para os novos tempos de transição energética e transformação digital”, afirmou Prates.
Segundo o presidente da Petrobras, é preciso acompanhar a evolução do setor para que a estatal não fique defasada e ineficiente diante desse novo contexto global.