Enquanto o bloco pena para conseguir consenso a favor do embargo às importações de petróleo russo por conta da forte oposição da Hungria, a secretária de Energia dos EUA, Jennifer Holm, afirmou que uma interrupção nas exportações do país para frear a alta dos preços não está descartada.
Segundo informação da Associated Press, a Hungria propôs retirar a proposta do embargo da agenda da reunião de cúpula de líderes da UE marcada para a semana que vem. Apesar dos entraves, a Eurasia ainda crê que um acordo entre o país e o bloco é “provável”, e o governo do presidente húngaro, Viktor Orbán, está negociando para conseguir maiores contrapartidas em troca do apoio ao embargo.
Nos EUA, os estoques da commodity recuaram mais de 1 milhão de barris na semana passada, acima do previsto, enquanto os de gasolina caíram menos que o esperado e os destilados aumentaram além do que apontavam as projeções.
“Liberações de reservas estratégicas continuarão a colocar um piso sob os estoques” nos EUA, comenta a Capital Economics, em relatório a clientes. Já a Oanda prevê um aumento da demanda americana nos próximos meses, apoiada pela chegada do verão no hemisfério norte.
“Em suma, esperamos que o preço do petróleo Brent continue a oscilar entre US$ 100 e US$ 115 por barril no trimestre atual, antes de cair no segundo semestre do ano”, prevê o Commerzbank, ao avaliar que a liberação de reservas de petróleo no Ocidente e o aumento das compras da Índia e da China amortece a perda de oferta de petróleo russo para a Europa.