Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para agosto fechou em baixa de 7,93% (US$ 8,25), a US$ 95,84, e o do Brent para setembro despencou 7,11% (US$ 7,61), a US$ 99,49, na Intercontinental Exchange (ICE).
De acordo com o Commerzbank, investidores especulativos têm reduzido “consideravelmente” suas posições longas em petróleo cru recentemente, em resposta à deterioração da perspectiva para a demanda, diante dos temores de recessão econômica nos EUA e na zona do euro, por exemplo. Enquanto a economia americana enfrenta um agressivo aperto monetário, a europeia é fragilizada pelas interrupções em entregas de gás natural da Rússia, em retaliação às sanções adotadas por causa da invasão à Ucrânia.
O banco alemão cita ainda o aumento das infecções por coronavírus na China – incluindo suas regiões administrativas – como outro fator de baixa para o petróleo.
Mais cedo, a Opep divulgou seu relatório mensal, em que manteve sua previsão para o crescimento da demanda global e da oferta fora do grupo. Segundo a Capital Economics, a perspectiva do cartel antecipa um cenário de oferta pressionada, o que obrigará a Opep a adotar uma política de produção mais relaxada em breve. “As previsões do grupo apontam para a necessidade de um aumento de quase 1 milhão de barris por dia na produção da Opep em 2023. Isso nos sugere que o cartel pode adotar uma política de produção de petróleo mais liberal a partir de setembro”, comenta.