O movimento vem após declarações do ex-presidente Donald Trump de que Washington e Teerã teriam iniciado conversas para encerrar hostilidades. O Irã nega que qualquer negociação esteja em andamento, mas fontes indicam que o líder supremo Mojtaba Khamenei teria aprovado conversas mediadas por Omã, com o Parlamento iraniano como interlocutor, o que mantém a tensão e a volatilidade no mercado.
ADRs da Petrobras ficam de fora da alta do petróleo
Apesar do avanço do petróleo, os American Depositary Receipts (ADRs, recibos que permitem negociar ações estrangeiras nos EUA) da Petrobras (PETR3, PETR4) operam em queda no pré-mercado de Nova York. O ADR equivalente à ação ordinária (ON) recua 0,26%, a US$ 19,22, e o da preferencial (PN) cai 0,63%, a US$ 17,42.
No radar da estatal estão a eleição em separado do conselho fiscal, com os nomes Domenica Eisenstein Noronha e Ricardo Henrique Baras, e o pagamento de R$ 219,2 milhões à Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) devido à redeterminação da Jazida Compartilhada de Sapinhoá, aprovada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Impactos sobre câmbio, cenário internacional e Selic
O aumento do preço do petróleo, combinado à alta dos juros globais e à tensão geopolítica, mantém o mercado de câmbio volátil. O Banco Central projeta que futuros passos na calibração da Selic poderão incorporar efeitos diretos e indiretos do conflito no Oriente Médio sobre os preços domésticos. Na última quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano, primeira redução desde maio de 2024.
O dólar à vista fechou segunda-feira em baixa de 1,29%, a R$ 5,2407, mas acumula alta de 2,08% frente ao real em março. O Banco Central inicia a rolagem de contratos de swap cambial, instrumento que funciona como seguro contra variação do dólar, permitindo travar a taxa de câmbio futura e reduzir risco cambial, com vencimento em 4 de maio a partir de 6 de abril.
Na Europa, Índices de Gerentes de Compras (PMIs) da Alemanha, zona do euro e Reino Unido registraram leve queda, mas continuam acima de 50, indicando expansão da atividade. Nos EUA, os PMIs serão divulgados às 10h45. A atenção permanece sobre a situação no Estreito de Ormuz, com previsão de passagem intransitável até maio e risco de minas na região, elevando a percepção de risco e sustentando a volatilidade global.