Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em queda de 10,28% (US$ 10,10), a US$ 88,13 o barril . Já o Brent para junho recuou 9,86% (US$ 10,49), a US$ 95,92 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
A American Depositary Receipt (ADR, recibo que permite negociar nos Estados Unidos ações de fora do País) da Petrobras (PETR3; PETR4) registrou alta de 2,56%. Já as ações da petroleira na B3 marcaram +0,68 (PETR3) e +0,79 (PETR4).
A virada ganhou força após uma sinalização direta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os preços chegaram a cair cerca de 13% no caso do barril WTI logo após uma postagem do republicano, indicando uma mudança de postura em relação ao conflito no Oriente Médio.
Trump instruiu o Departamento de Guerra a adiar, por cinco dias, quaisquer ataques militares contra instalações de energia no Irã. Tal movimento reduziu, ao menos temporariamente, o risco de interrupções na oferta global de petróleo. Assim, o prêmio de risco embutido nas cotações começou a ser rapidamente retirado.
Apesar da queda acentuada nesta manhã, o pano de fundo segue marcado por incertezas. Segundo a Bloomberg, refinarias e tradings (empresas que negociam commodities) contrataram apenas cerca da metade dos 86 milhões de barris inicialmente ofertados pelo governo americano a partir de sua reserva estratégica.
O plano, que envolve a liberação de até 400 milhões de barris por mais de 30 países com coordenação da Agência Internacional de Energia (AIE), busca aliviar os custos energéticos em meio à guerra com o Irã. Ainda assim, o interesse abaixo do esperado chamou atenção do mercado financeiro, sobretudo considerando que o Brent vinha sendo negociado acima de US$ 100 e chegou a fechar a última semana acima de US$ 112 por barril.
*Com informações do Broadcast