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Tributação sobre Pix é fake news, diz campanha de Lula em resposta a Guedes

Em palestra, o ministro da economia Paulo Guedes acusou o petista de querer taxar o sistema

Tributação sobre Pix é fake news, diz campanha de Lula em resposta a Guedes
PT desmente fala de Paulo Guedes sobre taxação do Pix. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil.
  • O ministro da economia Paulo Guedes acusou o Partido dos Trabalhadores (PT) de planejar taxar o Pix
  • Questionada, a campanha de Lula respondeu ao E-Investidor que se trata de uma “fake news” (notícia falsa) do ministro
  • Entre 2020 e 2021, Guedes havia considerado criar o imposto sobre transações financeiras digitais, uma espécie de CPMF digital, com alíquotas de 0,2%

A campanha do ex-presidente e candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou que vai instituir tributação sobre o Pix, sistema de transferências instantâneas do Banco Central, caso seja o escolhido para o mandato de 2023 a 2026. “O presidente Lula, caso eleito, não vai tributar o Pix. O Pix é uma ferramenta adotada pelo mercado financeiro. Lula não vai fazer nada contra o Pix, isso é fake news”, afirmou a campanha do PT ao E-Investidor.

A declaração se dá após o ministro da economia Paulo Guedes ter acusado o Partido dos Trabalhadores de planejar taxar o Pix em caso de eleição de Lula no domingo (3). Ele também ressaltou que a tecnologia poderia ser usada pela equipe do ex metalúrgico para cobrar encargos de trabalhadores informais.

“Com o Pix é fácil. Alguém vai pagar, alguém vai receber. E aí você pode tributar no Pix os encargos trabalhistas”, disse o ministro. “A cobrança poderia atingir 40 milhões de brasileiros. Eles fugiram para a informalidade, agora você vai persegui-los através do Pix?”, disse o ministro.

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O economista fez as afirmações durante palestra realizada na última quinta-feira (27) na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), de acordo com o jornal Folha de S. Paulo.

Paulo Guedes e o imposto sobre o Pix

Em 2020 e 2021, Guedes havia considerado criar o imposto sobre transações financeiras digitais, uma espécie de Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) digital, com alíquotas de 0,2%. Sendo uma transação digital, a taxação poderia afetar o Pix, atualmente gratuito para pessoas físicas.

Na época, o E-Investidor publicou uma reportagem explicando a “pegadinha tributária” de Guedes em relação ao sistema de transferências do Banco Central (leia aqui). A ideia repercutiu mal e o ministrou cogitou desistir da proposta. Procurado, o Ministério da Economia afirmou que atualmente não há planos para taxar o Pix.

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