O principal gatilho se dá pela leitura de mercado de que a companhia caminha para uma reestruturação de capital. Como apurou a Broadcast, a possibilidade de um aumento de capital entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão segue no radar dos investidores como forma de reforçar liquidez e recompor a estrutura financeira, num momento em que a empresa tenta recuperar a confiança após um período prolongado de pressão sobre o papel. Esse tipo de expectativa costuma atrair fluxo especulativo e reposicionamento rápido, sobretudo em ações muito descontadas.
O movimento ganhou tração adicional ao longo do dia com a entrada de investidores institucionais. O BTG Pactual lidera as compras do papel, o que reforça a leitura de que há interesse qualificado na ponta compradora. Em paralelo, a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a venda de uma usina de geração distribuída a biogás, embora de menor impacto financeiro direto, ajudou a sustentar o discurso de foco no core business e avanço no plano de desinvestimentos.
Com isso, a Raízen (RAIZ4) passou a liderar as altas do Ibovespa em um pregão marcado por apetite a risco e rotação para papéis mais penalizados. A combinação de alívio técnico, expectativa de capitalização e sinais de disciplina estratégica explica a disparada, ainda que o mercado siga atento à execução efetiva dessas medidas nos próximos capítulos. Cotadas a R$ 1,06, as ações da Raízen chegaram a subir 17,78% por volta das 12h (de Brasília).
Com informações de Cecília Mayrink e Ludmylla Rocha da Broadcast.