“Apoiamos a Hypera há muito tempo, mas a combinação de um crescimento mais fraco no curto prazo, margens achatadas e desalavancagem orgânica potencialmente limitada nos levou a ficar menos positivos em relação à história das ações em 2024. Em nossa opinião, os lucros de curto prazo não são um catalisador, pois esperamos que o quarto trimestre seja fraco, e o primeiro trimestre já é sazonalmente fraco”, completam.
Além disso, o banco tem preocupações sobre os benefícios fiscais de subvenção da empresa e possíveis mudanças no juros sobre capital próprio (JCP). “A empresa tem se manifestado sobre a sustentabilidade de seus incentivos fiscais de subvenção, sobre os quais não temos base para discordar. Assim, mantemos os incentivos fiscais em nossas estimativas até 2032. Quanto ao JCP, ela permanece em nosso modelo, mas observamos que sua exclusão afetaria negativamente nosso lucro por ação previsto em 14-12% em 2024-2025. Nesse momento, a ação está sendo negociada a 11,2 vezes o múltiplo P/E (12,7x ex-JCP) para 2024, o que está abaixo da média histórica de 15 vezes o P/E”, dizem os analistas.
Entretanto, em uma análise setorial, o Santander acredita que o segmento de farmacêuticas está preparado para crescer mais rapidamente do que o segmento de farmácias (varejistas). A casa prevê que o segmento institucional (farmacêuticas) cresça a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 10% entre 2023 e 2027 CAGR de 10% em comparação com o segmento de varejo (farmácias), que poderia crescer 9% no mesmo período.