Scotiabank inicia a cobertura das ações da Weg (WEGE3) e avalia bom posicionamento para capturar tendências estruturais da companhia. (Imagem: Adobe Stock)
O Scotiabank iniciou a cobertura das ações ordinárias da Weg (WEGE3) com recomendação outperform (equivalente a compra) e preço-alvo de R$ 52 para os próximos 12 meses, o que representa potencial de valorização de cerca de 22% em relação ao fechamento mais recente.
O banco avalia que a companhia está bem posicionada para capturar tendências estruturais ligadas à eletrificação global e ao avanço da inteligência artificial (IA).
Na visão dos analistas Jorge Gabrich e Pedro Nascimento, a Weg combina histórico consistente de crescimento de lucro, forte geração de caixa e posição financeira sólida, com caixa líquido e retornos sobre capital acima da média do setor.
O relatório destaca que a companhia está posicionada em segmentos considerados estratégicos para o aumento da demanda global por energia, incluindo modernização de redes elétricas, eletrificação industrial, mobilidade elétrica e expansão de data centers ligados à inteligência artificial.
Segundo o Scotiabank, a Weg aprovou um orçamento recorde de investimentos de R$ 3,6 bilhões para 2026, sendo mais da metade destinada a operações internacionais, principalmente nos Estados Unidos e México. O objetivo é dobrar a capacidade global da divisão de transmissão e distribuição até 2027.
Os analistas avaliam que o crescimento mais moderado esperado para 2026 reflete justamente essa fase de investimentos, mas enxergam uma inflexão importante nos resultados a partir de 2027, quando as novas capacidades produtivas começarem a contribuir mais fortemente para receitas e margens.
“O mercado parece subestimar a janela de oportunidade antes da inflexão de lucros esperada para 2027”, afirmaram os analistas.
O banco calcula que a Weg é negociada atualmente com múltiplo de cerca de 28 vezes o lucro projetado para 2026, prêmio considerado justificável diante do histórico de crescimento e da qualidade operacional da companhia.
Entre os principais riscos citados estão eventuais atrasos na expansão das fábricas nos EUA e México, mudanças na política comercial americana, desaceleração nos investimentos em data centers e volatilidade cambial e de commodities.
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*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast