Já o lucro líquido regulatório, que reflete a geração de caixa da companhia, foi de R$ 215,4 milhões, alta de 47,3% na mesma base de comparação. A variação é explicada pela entrada em operação dos empreendimentos Sant’Ana, ESTE, Aimorés, Paraguaçu e Ivaí durante 2022.
De janeiro a março, a receita líquida IFRS totalizou R$ 692,9 milhões, redução de 12,9%, enquanto a receita regulatória totalizou R$ 598,1 milhões nos primeiros três meses do ano, o que representa um crescimento de 13,7% em relação ao mesmo período de 2022, explicado pela entrada em operação parcial de Sant’Ana e pelo reajuste inflacionário do ciclo da RAP 2022-2023.
O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda) regulatório totalizou R$ 598,1 milhões, apresentando um aumento anual de 14,8%. A margem Ebitda ficou em 87,2% no trimestre, aumento de 0,9 ponto porcentual ante o primeiro trimestre de 2022.
A empresa registrou despesa financeira líquida (IFRS) de R$ 281,7 milhões no primeiro trimestre, 23,5% maior que o registrado no mesmo intervalo do ano passado. Já a despesa financeira líquida regulatória totalizou R$ 281,6 milhões, 23,6% maior na comparação anual. A elevação ocorre por conta do aumento do volume médio da dívida e do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) entre os períodos, mas compensado em parte pela contração do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Já a dívida líquida da companhia somou R$ 8,354 bilhões ao final de março, alta de 36,2% em base anual de comparação. A relação entre dívida líquida e Ebitda ficou em 3,9 vezes ao final do trimestre, ante 3,8 vezes registrada um ano antes.