No fim da tarde em Nova York, o juro da T-note de 2 anos recuava a 4,222%, o da T-note de 10 anos tinha baixa a 3,513% e o do T-bond de 30 anos cedia a 3,535%.
O CPI americano avançou 0,1% em novembro ante outubro, e mostrou alta anual de 7,1%. O núcleo, por sua vez, subiu 0,2% e 6,0%, respectivamente, nas mesmas comparações. As leituras vieram abaixo do que analistas consultados pelo Projeções Broadcast estimavam.
Para a Capital Economics, a leitura do CPI divulgada hoje “dá força” à previsão da casa de que os juros dos Treasuries terminarão 2022 um pouco abaixo do patamar atual.
A desaceleração adicional do CPI vem no dia imediatamente anterior à decisão de dezembro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que deve moderar o ritmo do aperto monetário ao elevar o juro em 50 pontos-base, segundo a expectativa de economias consultados pelo Broadcast.
O CPI mais fraco que o esperado deu força também à leitura de que o Fed seja ainda mais brando em suas próximas decisões, nos primeiros meses de 2023. Segundo o ING, há possibilidade até de corte de juros nos EUA no ano que vem, a depender de como virão os próximos indicadores de inflação e emprego.
A LPL Research alerta para uma eventual postura mais dura do presidente do Fed, Jerome Powell, na coletiva de imprensa após a decisão de amanhã, com o objetivo de moderar o bom humor dos mercados após o rali de hoje. “Além disso, se houver um ‘pushback’ forte, semelhante ao que Powell forneceu no Simpósio de Jackson Hole em agosto, poderemos ver outra subida nos rendimentos”, projeta a casa.