A tarde começa com postura defensiva lá fora: a escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio sustenta um rali do petróleo (com o Brent em forte alta), enquanto o dólar e os Treasuries sobem, e os principais índices em Nova York e na Europa recuam.
Em paralelo, metais preciosos cedem diante do fortalecimento do dólar, e as mensagens de cautela de dirigentes de bancos centrais reforçam a busca por proteção no curto prazo.
No Brasil, o Ibovespa aprofunda perdas desde a abertura, com maior peso de Petrobras (PETR3; PETR4), Vale (VALE3) e bancos. No câmbio, o dólar à vista volta a subir (perto de R$ 5,27), acompanhando o movimento externo. O movimento da curva de juros acompanha os Treasuries, títulos do tesouro americano, lá fora, apesar das declarações do diretor do BC, Nilton David, que manteve a sinalização de início do ciclo de cortes este mês.
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Às 14h45, o Ibovespa apresentava queda de 2,35%, aos 181.001 pontos.
Entre as ações que compõem o Ibovespa: Petrobras recua, apesar da disparada do Brent, à espera do balanço após o fechamento. Vale também cede, e o bloco de grandes bancos devolve ganhos recentes, somando pressão sobre o índice. Na ponta positiva, Braskem (BRKM5) avança, acompanhando pares petroquímicos no exterior; Rumo (RAIL3) reage ao lucro e à eficiência de custos; e Ultrapar (UGPA3) sobe com a melhora operacional na Ipiranga e o plano de investimentos, enquanto Dexco (DXCO3) repercute o prejuízo e segue pressionada.
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