A sessão começou com apetite por risco nas bolsas de Nova York e Europa, à medida que o noticiário sugeriu sinais de trégua nas tensões geopolíticas no Oriente Médio, o que enfraqueceu o dólar globalmente e manteve os Treasuries, títulos do Tesouro americano, perto da estabilidade.
O Brent recua, mas segue acima de US$ 100, reduzindo parte do prêmio de risco recente nas commodities energéticas. Dados de atividade nos EUA ajudaram o tom construtivo: o Índice de Gerentes de Compras (PMI) industrial subiu para 52,7 em março, e o ADP — indicador mensal do setor privado americano que mede a criação de vagas de emprego — apontou criação de 62 mil vagas, acima do esperado, enquanto dirigentes do Federal Reserve, o banco central dos EUA, reforçaram um viés cauteloso, mantendo o mercado em compasso de espera quanto aos juros.
No Brasil, o real acompanhou o movimento externo e o dólar à vista chegou a R$ 5,15 na mínima, enquanto a curva de Depósitos Interfinanceiros (DIs) cedeu com a combinação de petróleo em ajuste e dólar mais fraco.
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Na bolsa, o Ibovespa ronda os 189 mil pontos, com desempenho inferior ao dos pares no exterior por conta da fraqueza das petroleiras, apesar do avanço de bancos e de Vale (VALE3).
O recuo do Brent limitou Petrobras (PETR3; PETR4), mesmo após o reajuste do querosene de aviação (QAV), e ajudou a explicar a rotação setorial intradiária. Com isso, perto das 14h (de Brasília) o Ibovespa operava em alta de 0,80% aos 188.967 pontos.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, o dia mostra forças opostas: Petrobras cai com o recuo do Brent o que pesa no índice, enquanto Vale avança amparada pela leve alta do minério de ferro e ajuda a equilibrar o quadro. Fora do índice, Ecorodovias (ECOR3) dispara após vencer concessão.
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