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Ibovespa perde fôlego com inflação e juros, enquanto petróleo sustenta Petrobras e pressiona cenário global

IPCA-15 mais pressionado eleva DIs, petróleo sobe com risco geopolítico e mercado oscila à espera de Fed e Copom

Ibovespa recua com inflação pressionada e alta dos juros futuros, enquanto petróleo sustenta Petrobras em meio a tensões geopolíticas e expectativa por decisões de Fed e Copom. (Imagem: Adobe Stock)
Ibovespa recua com inflação pressionada e alta dos juros futuros, enquanto petróleo sustenta Petrobras em meio a tensões geopolíticas e expectativa por decisões de Fed e Copom. (Imagem: Adobe Stock)

Os mercados lá fora atravessam a sessão com viés defensivo e movimentos mistos nas Bolsas. O principal gatilho segue sendo o petróleo, que sustenta ganhos diante do impasse para normalização do fluxo de energia no Oriente Médio — um pano de fundo que mantém o “prêmio de risco” nas commodities.

Ao mesmo tempo, os Treasuries, títulos do Tesouro estadunidense, operam próximo a estabilidade e o dólar fica relativamente estável contra pares fortes, com os investidores a espera da decisão do Federal Reserve, o banco central dos EUA. Na Europa, o tema inflação volta ao radar após indicadores de expectativa mais altos, reforçando a leitura de juros elevados por mais tempo.

No Brasil, o enredo do dia engloba a divulgação de dados de inflação, petróleo em alta e investidores no aguardo da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acelerou em abril e, apesar de vir marginalmente abaixo do piso das projeções, manteve a percepção de inflação mais pressionada, o que empurra os Depósitos Interfinanceiros (DIs) para cima (com altas visíveis ao longo de toda a curva a termo).

Com isso, o Ibovespa perde tração e tenta defender a região dos 188 mil pontos, mesmo com Petrobras (PETR3; PETR4) se beneficiando do avanço do Brent.

No câmbio, o dólar opera em estabilidade: além do ambiente externo mais cauteloso e do petróleo elevado, pesa o diferencial de política monetária. Perto das 14h (de Brasília), o Ibovespa recuava 0,50% aos 188.640 pontos.

Entre as ações que compõem o Ibovespa, a sessão é marcada por reações a balanços e ajustes de valuation: Gerdau (GGBR3; GGBR4) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4) lideram ganhos após divulgação de balanço do 1T26, enquanto Assaí (ASAI3) cede.

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Vale (VALE3) recua acompanhando a queda do minério no exterior e a expectativa pelo resultado após o fechamento. Petrobras sobe na esteira do petróleo mais caro e por conta de notícias corporativas, mas o restante do segmento de óleo & gás fica misto.

No “lado negativo” do índice, bancos sentem o desconforto com a inflação e a abertura de juros, Hapvida (HAPV3) devolve parte do rali recente em movimento de realização.

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