Os mercados globais atravessam a tarde em meio a uma melhora consistente no apetite por risco, após sinais de que as tensões geopolíticas podem estar perdendo força.
O forte recuo do petróleo, que devolve parte da disparada recente, diminui receios de um choque prolongado de oferta e contribui para quedas no dólar e nos juros dos Treasuries, títulos do tesouro americano. Além disso, os investidores seguem calibrando expectativas antes da divulgação de importantes indicadores americanos e atentos à trajetória das commodities.
No Brasil, o Ibovespa segue o movimento internacional e renova máximas intradiárias, impulsionado por ações de grande peso — especialmente Vale (VALE3) e bancos — enquanto a queda do dólar favorece o recuo dos vértices da curva de juros futura. O sentimento local é reforçado pela possibilidade de alívio monetário na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em meio à combinação de petróleo mais fraco, fluxo estrangeiro resiliente e melhora no ambiente de risco global.
Publicidade
Conteúdos e análises exclusivas para ajudar você a investir. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos
No câmbio, às 13h40 (de Brasília), o dólar ante o real acompanha a desvalorização da moeda americana no exterior, com queda de 0,32% cotado aos R$ 5,15. O Ibovespa, por sua vez, sobe 1,65% aos 183.900 ponto.
Entre as ações que compõem o Ibovespa, o pregão destaca movimentos intensos após divulgações corporativas e notícias específicas. O GPA (PCAR3) figura entre as maiores quedas após protocolar pedido de recuperação extrajudicial. Em direção oposta, Cosan (CSAN3) dispara após divulgação de balanço.
No setor de commodities, Vale avança apoiada pela recuperação do minério de ferro no mercado asiático, enquanto petroleiras recuam acompanhando a forte queda da commodity. Entre os bancos, o dia é positivo, sustentado pela melhora do sentimento de risco, e papéis de varejo apresentam altas expressivas com a expectativa de juros menores adiante.
Publicidade
Publicidade