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Ibovespa salta mais de 2% com alívio externo e fluxo estrangeiro; dólar recua e juros cedem

Melhora no humor global, petróleo ainda acima de US$ 100 e sinais mistos nos EUA sustentam apetite a risco e impulsionam bolsa brasileira

A sessão lá fora ganha tom construtivo com sinais de arrefecimento das tensões geopolíticas, o que favorece ações nos EUA e Europa enquanto os rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro americano, e o dólar perdem força frente a pares globais.

O petróleo oscilou próximo à estabilidade pela manhã, mas segue em patamar elevado — acima de US$ 100/barril — refletindo que, mesmo com expectativa de distensão, a oferta ainda inspira cautela. O melhor humor também se apoia em dados mistos nos EUA (confiança do consumidor acima das projeções e atividade industrial regional mais fraca), alimentando a leitura de que a volatilidade recente foi mais tática do que estrutural. No agregado, o apetite a risco melhora, mas o mercado permanece sensível a qualquer novo ruído ligado ao tema geopolítico e ao petróleo.

Na B3, o Ibovespa abriu em forte alta, sustentado aparentemente por fluxo estrangeiro e por blue chips ligadas a commodities e bancos. No câmbio, o real se fortalece com a combinação de ambiente externo mais favorável, efeitos técnicos de fim de mês (formação da PTAX) e menor busca por proteção, levando o dólar a recuar ao longo da manhã.

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A curva de juros acompanha a queda dos treasuries lá fora, além de repercutir um resultado fiscal doméstico menos negativo que o esperado. O efeito residual de comunicações do Banco Central vistas como compatíveis com continuidade — gradual — dos cortes da Selic, também contribui para o desempenho dos Depósitos Interfinanceiros (DIs).

O quadro de petróleo ainda elevado favorece exportadoras de energia, enquanto a sinalização de juros futuros mais baixos dá algum alívio a setores mais sensíveis aos juros. Com isso, às 15h18, o Ibovespa subia cerca de 2,47% aos 187.040 pontos.

Entre as ações que compõem o índice, os papéis da Natura (NTCO3) lideram as altas após o anúncio de compromisso da Advent para adquirir participação no mercado secundário. As ações da Vale (VALE3) avançam com a atualização do plano para a unidade de metais básicos e puxam siderúrgicas no embalo. Já as ações da Petrobras (PETR3; PETR4) acompanham o petróleo ainda acima de US$ 100/barril.

No setor de Varejo e educação (ex.: Magazine Luiza, Cogna) as ações se beneficiam do recuo dos DIs, enquanto alguns nomes pontuais realizam lucros — caso de MRV (MRVE3) após notícias de desinvestimentos — e pesam, ao lado de quedas em papéis como Marfrig (MRFG3) e RD Saúde (RADL3).

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