Os mercados internacionais avançam na sessão desta segunda-feira (2), apoiados por sinais de retomada da atividade manufatureira nos Estados Unidos. O índice ISM industrial, que mede o nível de atividade do setor manufatureiro americano, subiu a 52,6 pontos em janeiro, retornando ao campo de expansão após 12 meses de contração. O movimento foi puxado pelo forte avanço de novas encomendas, a 57,1 pontos, e da produção, a 55,9 pontos, sinalizando melhora da demanda industrial e reforçando a leitura de uma economia mais resiliente no início de 2026. A surpresa positiva impulsiona os rendimentos dos Treasuries, os títulos do Tesouro dos Estados Unidos, e fortalece o dólar no exterior.
Apesar do dólar mais firme, o petróleo recua perto de 5%, em meio ao alívio nas tensões geopolíticas no Oriente Médio, o que reduz prêmios de risco na commodity. No agregado, as bolsas americanas e europeias operam em alta moderada, sustentadas também pela expectativa em torno da temporada de balanços corporativos, que começa a ganhar tração nos principais mercados desenvolvidos.
No Brasil, o Ibovespa acompanha o tom favorável do exterior e tenta firmar nova alta, apoiado pelo fluxo estrangeiro ainda robusto observado desde janeiro. Às 14h10, o índice subia 0,56%, aos 182.383 pontos, enquanto o dólar avançava 0,19%, cotado a R$ 5,26. O Boletim Focus, relatório semanal do Banco Central que consolida as projeções do mercado, trouxe leve alívio nas expectativas de inflação e contribui para um ambiente mais construtivo antes da divulgação da ata do Copom, o comitê responsável pela política monetária. Ainda assim, a curva de juros reage à abertura dos yields americanos, enquanto os vencimentos curtos apresentam oscilações mais contidas.
Entre as ações do Ibovespa, bancos e Vale (VALE3) lideram as altas, apoiados pelo fluxo favorável a emergentes e pela aproximação da temporada de resultados, que eleva o interesse pelos papéis do setor financeiro. A Vale avança apesar da queda do minério de ferro no exterior, beneficiada por compras de investidores estrangeiros e pelo bom humor do mercado local. Na ponta negativa, Petrobras (PETR3; PETR4) recua em linha com o forte declínio do petróleo, movimento que pressiona todo o segmento de óleo e gás. Entre os destaques corporativos, Cury (CURY3) e Direcional sobem impulsionadas por expectativas relacionadas ao ciclo de juros e ao calendário de dividendos.
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