A sessão externa é marcada por tom mais defensivo, com as bolsas de Nova York em queda após novas dúvidas sobre o retorno dos investimentos em inteligência artificial (IA), em meio a anúncios de investimentos mais robustos em “big techs” e projeções mais fracas no setor de semicondutores. Os rendimentos dos Treasuries, títulos do tesouro americano, recuam após sinais mais brandos do mercado de trabalho dos EUA (pedidos de auxílio-desemprego e JOLTS), enquanto dirigentes do Federal Reserve, o banco central dos EUA, mantêm discurso cauteloso.
Na Europa, Banco Central Europeu (BCE) e Banco da Inglaterra (BoE) mantêm juros e preservam comunicação com viés menos restritivo. No campo das commodities, petróleo e metais arrefecem com leitura de menor risco geopolítico e sinais de demanda mais fraca na China; o dólar oscila perto da estabilidade ante pares fortes.
Na contramão do exterior, o Ibovespa avança amparado pelo lucro robusto do Itaú (ITUB4), embora tenha reduzido ganhos após a virada negativa de commodities e das bolsas americanas. O índice chegou a testar a região dos 184 mil pontos pela manhã, mas recuou para a casa dos 182 mil com o enfraquecimento de minério de ferro e petróleo.
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No câmbio, o real alterna sinais, sustentado por fluxo estrangeiro para bancos mesmo com a pressão de preços de commodities mais fracos. A curva de Depósito Interfinanceiro (DI) acompanha a queda dos Treasuries e trabalha levemente para baixo.
Às 14h40, o Ibovespa operava em alta de 0,81% aos 183.117 pontos e o dólar também avançava, 0,31% cotados aos R$ 5,27.
Entre as ações que compõem o Ibovespa… o destaque positivo fica com Itaú, que sobe após reportar lucro recorrente robusto e reforçar a percepção de qualidade dos ativos e eficiência — movimento que melhora o humor do setor, ainda que pares sigam mistos. Porto Seguro (PSSA3) recua depois de um balanço com sinais divergentes entre verticais, incluindo provisões mais altas no braço financeiro e discussões sobre qualidade de crédito, o que incentiva realização. Vale (VALE3) e siderúrgicas cedem com a queda do minério de ferro em Dalian. No petróleo, Petrobras (PETR3; PETR4) e outras produtoras caem acompanhando o Brent.
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