Ouça aqui o fechamento de mercado no Spotify
Os mercados internacionais encerraram a sessão com viés defensivo e desempenho majoritariamente negativo. O petróleo voltou a concentrar as atenções e fechou em alta acima de 2%, sustentado por incertezas em relação ao fluxo global de energia, em um ambiente ainda marcado por tensões geopolíticas.
Os rendimentos dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) voltaram a subir, enquanto o dólar terminou em leve alta frente às moedas fortes, com investidores adotando postura cautelosa antes da decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Na Europa, indicadores reforçaram preocupações com a inflação e sustentaram a leitura de juros elevados por mais tempo.
Publicidade
Conteúdos e análises exclusivas para ajudar você a investir. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos
No mercado doméstico, o dia foi influenciado pela divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), pela alta do petróleo e pela expectativa em torno da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O indicador de inflação acelerou em abril e, embora tenha ficado abaixo do piso das projeções, pressionou os juros futuros no início da sessão.
Ao longo do dia, porém, o mercado passou a ponderar melhor a surpresa do índice, e a curva a termo perdeu força, chegando a operar próxima da estabilidade, sobretudo nos vencimentos mais longos. Mesmo com essa acomodação, o Ibovespa encerrou em queda de 0,51%, aos 188.619 pontos, com giro financeiro de R$ 23,6 bilhões, ainda refletindo o ambiente de cautela.
No câmbio, o dólar exibiu leve acomodação frente ao real e fechou estável, a R$ 4,98, em meio ao equilíbrio entre fatores externos e expectativas de política monetária doméstica.
Publicidade