Nos Estados Unidos, o maior avanço da inflação ao produtor (PPI) em quase dois anos não mudou a expectativa do mercado para um corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) em dezembro. O dado foi contrabalançado pelo salto nos pedidos de auxílio-desemprego, diante dos sinais divergentes para o futuro da economia americana. Neste cenário, as bolsas de Nova York operaram no vermelho neste início de tarde, enquanto os juros dos Treasuries e o dólar sustentavam leve viés de alta. Já o petróleo caía mais de 1% após a Agência Internacional de Energia (AIE) cortar as estimativas para demanda pela commodity deste ano. E ainda que tenha elevado as projeções para 2025 a partir das medidas de estímulos econômicos da China, a expectativa da agência é de que o crescimento do consumo deva seguir abaixo do observado no ano passado.
Por aqui, a dura decisão do Copom de elevar a Selic em 1 ponto percentual e sinalizar mais dois possíveis aumentos, juntamente com as incertezas em torno do pacote fiscal, levam a um novo avanço dos juros futuros. Isso, consequentemente, pesa no Ibovespa, com ações de varejo, educacionais e construtoras entre as principais quedas. Em paralelo, o dólar reverteu a queda observada no início da manhã e iniciou a tarde em alta, ajudando a aliviar a pressão vendedora nas ações de exportadoras. Por volta das 13h30, o principal índice da B3 registrava uma forte queda de 2,20%, aos 126.745 pontos, enquanto o dólar avançava 0,81% frente ao real, cotado a R$ 6,00.
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