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Os mercados globais encerraram a última sessão da semana sob cautela, em pregão marcado pela redução de posições antes do feriado de Sexta feira Santa, que fecha as principais bolsas no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa.
O cenário externo seguiu sensível às tensões geopolíticas no Oriente Médio e aos possíveis impactos sobre a oferta de energia, mantendo o petróleo em alta ao longo do dia e influenciando a percepção de risco. Apesar de tentativas pontuais de alívio com iniciativas para organizar o tráfego no Estreito de Ormuz (por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial), o viés defensivo prevaleceu, e os principais índices de Nova York e da Europa encerraram o dia em queda.
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No Brasil, o Ibovespa encerrou a sessão praticamente estável em 0,05%, aos 188.052 pontos e giro financeiro de R$ 24 bilhões. A alta do petróleo ajudou a limitar o movimento negativo, sustentando as ações do setor de óleo e gás e funcionando como contrapeso ao ambiente externo mais cauteloso.
No câmbio, o dólar também terminou o dia praticamente estável (0,06%), com leve alta, cotado a R$ 5,16, refletindo o equilíbrio entre o ajuste de posições e o fluxo mais contido no fim da semana. A curva de juros futuros fechou sem direção única, acompanhando o comportamento do câmbio ao longo do dia e a menor disposição dos investidores para assumir risco antes do feriado prolongado.
O dado de produção industrial acima do esperado teve impacto limitado, ficando em segundo plano diante da dinâmica entre petróleo, câmbio e juros, que guiou os preços ao longo da sessão.
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