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O mercado internacional manteve um ambiente de menor apetite por risco ao longo da última sessão da semana, em meio ao petróleo firme e aos sinais de enfraquecimento do mercado de trabalho nos Estados Unidos. O payroll (relatório de emprego norte-americano) de fevereiro mostrou destruição de vagas, revisões negativas e avanço dos salários, reforçando a percepção de perda de fôlego da atividade.
O quadro adicionou incerteza ao debate sobre juros, já que o Federal Reserve (Fed), o banco central estadunidense, precisa equilibrar uma inflação ainda resistente com sinais de desaceleração do emprego. Com isso, as bolsas internacionais encerraram em baixa, enquanto o ouro avançou diante da busca por proteção.
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No Brasil, o Ibovespa recuou 0,61%, aos 179.365 pontos, com giro financeiro de R$ 32,5 bilhões, pressionado por bancos e Vale (VALE3), apesar do suporte das petroleiras com o Brent firme.
No câmbio, o dólar recuou 0,82%, cotado a R$ 5,24, acompanhando o movimento global de enfraquecimento da moeda americana após o payroll mais fraco, que derrubou os Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) e pressionou o DXY (índice que mede o desempenho do dólar).
Na agenda doméstica, a produção industrial do início do ano surpreendeu positivamente na margem, com avanços disseminados entre setores, mas ainda revela um quadro de fragilidade quando observada em bases mais amplas —reflexo de entraves persistentes, como o nível elevado da Selic e barreiras externas que afetam segmentos específicos.
A curva de juros voltou a subir, acompanhando a pressão das commodities energéticas e a cautela vinda do exterior. Em síntese, o desempenho mais firme das empresas ligadas a petróleo ajudou a amortecer a queda do índice, enquanto o pano de fundo global — marcado por volatilidade dos juros americanos e sinais de desaceleração do mercado de trabalho dos EUA — continuou ditando o ritmo dos ativos locais.
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