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Cobre fecha em baixa, pressionado por dólar e preocupações com demanda

Dólar fortalecido seguindo discurso de dirigentes do Fed e desaceleração no crescimento da China pesaram

Por Estadão Conteúdo

29/09/2021 | 15:30 Atualização: 29/09/2021 | 15:59

Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

Os contratos futuros de cobre fecharam em baixa hoje (29), em sessão marcada pelo dólar fortalecido seguindo discurso de dirigentes do Federal Reserve (Fed), o que pressiona o metal, que é cotado na moeda americana. A possibilidade de retirada de estímulos da economia nos Estados Unidos é avaliada, e uma desaceleração no crescimento da China, maior consumidor global da commodity, também é levada em conta para o mercado de metais industriais.

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O cobre com entrega prevista para dezembro caiu 1,19%, a US$ 4,1990 por libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). Na London Metal Exchange (LME), a tonelada do cobre para três meses recuou 2,15%, a US$ 9.160,50. A commodity está sendo negociada entre US$ 9.000 e US$ 9.500 por tonelada desde meados de junho, aponta o Commerzbank, que lembra que nos últimos dias o metal tem pairado principalmente no meio dessa faixa.

O banco alemão cita o provedor de serviços da indústria SMM, que entrevistou empresas chinesas de cobre nas regiões afetadas pelas restrições de fornecimento de energia, e que observou empresários afetados pelos racionamentos. Na região de Guangdong, alguns relatam que reduziram o número de turnos trabalhados, o que representa um impacto para a demanda.

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Por sua vez, segundo o Commerzbank, o chefe da sociedade de mineração chilena expressou otimismo sobre as perspectivas de longo prazo no mercado de cobre. Ele acredita que a demanda a médio prazo será bem suportada pela transição global para uma energia mais limpa, e que concessão de novas minas possa levar ao aumento da oferta.

Já sobre a alta recente nos preços do níquel, a Capital Economics avalia que o movimento terá “vida curta”. Para a consultoria, um crescimento econômico mais fraco na China e a redução do apoio da política monetária dos EUA devem levar a uma queda da demanda e reduzir seu preço até o final do ano.

Entre outros metais negociados na LME, no horário citado acima, a tonelada do alumínio subia 1,02%, a US$ 2.913,00, enquanto a do níquel tinha queda de 3,57%, a US$ 18.270,00, a do chumbo caia 1,16%, a US$ 2.142,50, a do estanho ganhava 1,37%, a US$ 35.580,00, e a do zinco recuava 0,65%, a US$ 3.052,00.

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