Os juros dos treasuries longos sobem e o dólar oscila, mas o viés de baixa predomina. No mercado de commodities, o petróleo amplia os ganhos nesta manhã, com sinais crescentes de menor oferta nos próximos meses, enquanto o preço do minério de ferro encerrou a sessão próximo da estabilidade nesta madrugada na China.
Em Wall Street, além dos balanços, animou o mercado ainda a expansão das vendas no varejo americano em setembro, que contrariou a expectativa de analistas e contribuiu para avanço nos juros dos títulos do Tesouro americano.
No Brasil, a alta dos mercados no exterior e do petróleo repercute positivamente no Ibovespa. Após instabilidade no começo da sessão, o Ibovespa alinhou-se a Nova York e firmou-se no azul, ao redor dos 114,5 mil pontos e em dia de vencimento de opções sobre ações. A despeito da queda do minério de ferro, Vale sobe e puxa outras ações do segmento, enquanto Petrobras ignora a alta do petróleo no exterior, e cai: exatamente as duas ações mais visadas em dia de vencimento.
Pão de Açúcar, liderava as maiores altas e as ações de bancos também estavam negociando no campo positivo. Já entre as quedas, os destaques eram Assaí (-5,38%), e Eletrobras. O real acompanha o movimento de ganhos de outras moedas emergentes e reage ainda às atuações recentes do Banco Central via leilões de swap cambial, injetando recursos novos no sistema.
O dólar começa a tarde abaixo dos R$ 5,45, com mínima a R$ 5,44. Os juros futuros sobem, influenciados pela abertura da curva americana, por preocupações com o cenário de inflação e pelo risco fiscal, dadas as alternativas em discussão para dar suporte ao programa Auxílio Brasil.