Os índices futuros das bolsas de NY exibem leve alta, após recuarem mais cedo, enquanto os mercados europeus ensaiam melhora. Os investidores estão atentos a uma nova onda de casos de covid-19 em países como Alemanha, China e Coréia do Sul, após o alivio com algumas medidas de confinamento. Além disso, os investidores aguardam para esta manhã a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) nos EUA.
Os contratos futuros de petróleo operam em alta, se recuperando do ajuste negativo de ontem, com investidores voltando a focar na notícia de que a Arábia Saudita fará um esforço adicional de cortar sua produção em 1 milhão de barris por dia em junho, além do já comprometido no âmbito do acordo da Opep+.
No Brasil, a disseminação da covid-19 segue em escalada e já matou ao menos 11.500 pessoas, mas o mercado mostra preocupação com as desavenças políticas e riscos fiscais, o que tem ajudado a pressionar o dólar que fechou a sessão ontem cotado aos R$ 5,82/US$.
Na economia, os impactos do isolamento social já irão aparecer na pesquisa mensal de serviços de março que sai hoje. Já para a ata da última decisão do Copom, que também será divulgada hoje, espera-se sinais sobre se na próxima reunião poderá ocorrer de fato mais um corte de juros e de qual magnitude.
Para o Ibovespa, a expectativa é por uma abertura com tendência positiva, acompanhando o movimento dos mercados no exterior.
Agenda econômica 12/05
Brasil: Destaque para a ata da última decisão de política monetária e para a pesquisa mensal de serviços, que será divulgada às 9h. Para este indicador, o mercado projeta queda de 6% na margem em março.
EUA: O índice de preços ao consumidor (CPI) de abril está programado para às 9h30. A mediana esperada é de -0,7% na variação mensal.
Europa: O índice de preços ao consumidor subiu 3,3% na comparação anual em abril, após registrar alta de 4,3% no mês anterior. O resultado ficou abaixo da previsão dos analistas de 3,6%. O índice de preços ao produtos (PPI) mostrou deflação anual de 3,1%, um resultado bem pior do que o estimado por analistas.