Os resultados deixaram cada vez mais evidente que inflação pressionada é uma questão global. Para o caso americano, a divulgação reforçou temores de que o banco central por lá se veja obrigado a antecipar o aumento da taxa básica de juros que até o momento se encontra no intervalo de 0-0,25%. Assim, o dia foi de cautela para os mercados. Após renovarem recentemente máxima histórica de fechamento, os principais índices acionários nos EUA encerraram no campo negativo. Já no Brasil, os investidores avaliaram logo pela manhã o IPCA de outubro. O indicador avançou 1,25% na variação mensal, ficando acima do teto das expectativas do mercado e da mediana de 1,06%. O resultado mostrou que persistem pressões generalizadas e, ao que tudo indica, a inflação brasileira ainda não atingiu seu pico. Assim, o mercado revisou novamente para cima as expectativas de inflação para 2022 e 2023 e o mercado agora vê chance do BC acelerar o ritmo de alta da Selic na última reunião do COPOM do ano.
O dólar vs. o real, por sua vez, avançou 0,10%, fechando cotado aos R$ 5,50. Para o Ibovespa, o dia foi de alívio, após a notícia de aprovação em 2o turno da PEC dos precatórios no plenário da Câmara na véspera. Agora o texto segue para o Senado. Assim, na contramão das bolsas americanas, o principal índice da bolsa brasileira fechou o pregão aos 105.968 pontos, com avanço de 0,41% e giro financeiro de R$ 32 bilhões. Entre os setores, destaque para bancos que figuraram entre as maiores altas do dia.