O dólar à vista seguiu em alta, pela quarta sessão em sequência, cotado acima de R$ 5,90/US$, mesmo após a atuação do banco central, refletindo o sentimento de aversão ao risco dos investidores que buscam proteção, em meio a tensão externa e com o Brasil.
As divergências entre Estados Unidos e China aumentam as dúvidas sobre a retomada da economia mundial pós-covid-19.
O petróleo, por sua vez, subia com mais consistência, o que pode ser justificado pela indicação de que a AIE reduziu hoje a sua previsão de queda na demanda em 2020, devido a mobilidade melhor do que era esperada nos países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Outro motivo é o alivio gradual das medidas de bloqueio em vários países ao redor do mundo, permitindo uma revisão para cima no números de demanda global nos próximos meses.
Ibovespa
No Brasil, além do exterior mais negativo, as preocupações com o cenário político e deterioração fiscal bem como as informações sobre a evolução da pandemia no País pesam sobre os negócios.
Próximo das 14h, o Ibovespa negociava aos 77.400 pontos, com queda de 0,4%.
Os investidores repercutem também a divulgação dos balanços corporativos referentes ao 1T20, entre os quais o da Petrobras, que será divulgado após o fechamento do mercado.
Entre as maiores quedas citamos as ações do Pão de Açúcar e Azul. No campo positivo, figuravam Ultrapar após a divulgação do balanço do 1T20 e Embraer.