Os bancos venderam 20,8 bilhões de euros, o equivalente a cerca de US$ 23,5 bilhões, em setembro e 13,6 bilhões de euros em outubro. Neste mês, a emissão normalmente tende a desacelerar, mas os bancos ainda venderam mais do que em 2020. Os principais credores que emitiram títulos cobertos neste trimestre incluem o francês Société Générale, o sediado em Amsterdã ING e o italiano UniCredit.
Os bancos estão tentando se antecipar às mudanças nas políticas da autoridade central emitindo dívidas enquanto as taxas de juros ainda estão baixas. Globalmente, a emissão de dívida corporativa permaneceu forte, desafiando as expectativas de que o mercado se acalmaria depois que as empresas acumulassem reservas de caixa no ano passado devido à incerteza alimentada pela pandemia. “A ameaça de inflação, que sustentará um potencial aumento das taxas, ou menos liquidez fornecida pelos bancos centrais”, é a razão pela qual as empresas e firmas financeiras têm emitido mais dívida, disse Gabriel Levy, chefe global de mercados de capital de dívida da Natixis.
Para os bancos europeus, o que mais importa é o destino das operações de refinanciamento de longo prazo direcionadas do Banco Central Europeu (BCE), conhecidas pela sigla TLTRO. O BCE forneceu trilhões de euros aos bancos comerciais por meio do programa anterior à pandemia e atualmente há 1,6 trilhão de euros em empréstimos pendentes. No entanto, na semana passada, o BCE disse que as condições especiais sob o programa devem terminar em junho.
Os compradores de títulos cobertos incluem seguradoras, fundos de pensão e outros bancos. O BCE também os compra de acordo com seu programa mais amplo de compra de ativos. A alta dos preços ao consumidor levou os bancos centrais dos Estados Unidos, do Reino Unido e da zona do euro a traçar planos para reduzir o estímulo na semana passada. O Federal Reserve (Fed) disse que aceleraria a redução gradual das compras de títulos, enquanto o Banco da Inglaterra (BoE) aumentou sua taxa básica de juros. O BCE disse que planeja encerrar seu programa de compra de títulos de emergência até março, mas aumentará as compras de ativos para suavizar a transição. Fonte: Dow Jones Newswires.