Na abertura dos negócios, o tom nos mercados europeus era negativo, após as bolsas de Nova York sofrerem fortes perdas ontem em meio a expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) tenha de elevar seus juros básicos três vezes ou mais este ano para conter o salto da inflação doméstica, que tem sido mais persistente do que se esperava.
No começo da manhã, porém, os futuros de Wall Street começaram a se recuperar, trazendo algum alento aos negócios na Europa, embora os rendimentos dos Treasuries sigam renovando máximas em dois anos, refletindo a perspectiva de aperto monetário pelo Fed.
Assim como nos EUA, a inflação também virou um fator de preocupação para os europeus. Na Alemanha, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) teve alta média de 3,1% em 2021, a maior desde 1993. Já a taxa anual do CPI britânico atingiu 5,4% em dezembro, nível mais alto desde 1997. Os dados ampliam pressões para que tanto o Banco Central Europeu (BCE) quanto o Banco da Inglaterra (BoE) acelerem a retirada das agressivas medidas de estímulo monetário que adotaram em reação à pandemia de covid-19.
Ao longo do dia, várias grandes empresas americanas vão divulgar balanços trimestrais. Ontem, o resultado do Goldman Sachs decepcionou, ajudando a pressionar ações do setor financeiro em Nova York.
Às 7h28 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,08%, a de Frankfurt também avançava 0,08% e a de Paris se valorizava 0,53%. Já as de Madri e Lisboa exibiam altas de 0,55% e 0,28%, respectivamente, mas a de Milão caía 0,40%. No mesmo horário, os futuros de Wall Street tinham ganhos de 0,07% a 0,21%.