E hoje é a vez da divulgação da inflação ao produtor (PPI). O recuo do petróleo agora pela manhã é apenas mais um combustível para esse ambiente mais avesso aos riscos. Por aqui, é provável que o ambiente externo contamine os negócios, especialmente após o IPCA de abril, que também veio acima do esperado, reforçando apostas de que o Copom seguirá mais austero.
Esse cenário de inflação mais alta, pode levar a novas medidas fiscais, como a redução de alíquota de impostos de alguns produtos, sugerindo mais volatilidade para alguns setores na bolsa. Na véspera, por exemplo, o Instituto Aço Brasil considerou inadequada a redução do imposto de importação de vergalhões, de 10,8% para 4% até dezembro deste ano, decidida pelo Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior, algo que já havia provocado quedas substanciais nas ações das siderúrgicas brasileiras, como CSN, Gerdau e Usiminas.
Agenda econômica 12/05
Brasil: A pesquisa mensal de serviços (PMS) de março sai às 9h, sendo que a mediana do mercado indica crescimento de 0,8%, após queda de 0,2% em fevereiro. Na política, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e os secretários estaduais de Fazenda têm reunião para debater uma mudança na taxação do diesel, também às 9h.
EUA: Estão programados os dados da inflação ao produtor (PPI) em abril, além dos pedidos semanais de auxílio-desemprego, ambos às 9h30. Durante a tarde (17h), a presidente do Federal Reserve de São Francisco, Mary Daly, fará um discurso.
Europa: O Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido cresceu 0,8% no primeiro trimestre em relação ao quarto trimestre de 2021, segundo os dados oficiais do país, ficando abaixo da expectativa de mercado, que apontava para uma alta de 1,0%. Já a produção industrial caiu 0,2% em março em relação a fevereiro, contra uma projeção de alta de 0,2%.