• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

Brasil fecha 2025 com número recorde de recuperações judiciais e acende alerta para 2026

Com 5.680 companhias em RJ, alta reflete juros elevados, crédito restrito e decisões adiadas; especialistas alertam para riscos em 2026

Por Igor Markevich

10/02/2026 | 19:16 Atualização: 11/02/2026 | 7:21

O Brasil encerrou 2025 com número recorde de empresas em recuperação judicial. Entenda o que explica a alta, os setores mais afetados e os riscos para 2026. (Imagem: Adobe Stock)
O Brasil encerrou 2025 com número recorde de empresas em recuperação judicial. Entenda o que explica a alta, os setores mais afetados e os riscos para 2026. (Imagem: Adobe Stock)

Para boa parte do público que não acompanha o noticiário econômico, a recuperação judicial pode soar como um evento excepcional, reservado a crises pontuais. Os números de 2025, no entanto, desmontam essa percepção. O Brasil encerrou o último ano com 5.680 empresas em recuperação judicial (RJ), o maior patamar já registrado, apontando um retrato pouco confortável do ambiente de negócios: caixa pressionado, crédito caro, decisões adiadas e pouca, às vezes nenhuma, margem para erro.

Leia mais:
  • Aos traumatizados do Master, há alternativa – e não é outro CDB
  • Verde reduz posição na Bolsa brasileira e faz alerta sobre ciclo de alta das ações
  • Lucro da BB Seguridade cresce, mas não anima; Genial rebaixa recomendação e Citi e BBA projetam 2026 desafiador
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Os dados vêm do Monitor RGF de Recuperação Judicial, elaborado pela RGF & Associados, e indicam um avanço de 24,3% em relação ao final de 2024. O salto consolida um movimento que atravessa setores e modelos de negócio e expõe a frequência com que empresas têm chegado à Justiça já no limite de sua capacidade financeira.

Recuperação judicial: de onde vem a preocupação

Prevista na Lei 11.101/2005, a recuperação judicial permite que empresas renegociem dívidas sob supervisão do Judiciário, com suspensão temporária de execuções e cobranças. A proposta é de criar espaço para reorganização financeira e, sob a proteção da Justiça, evitar a falência. O aumento expressivo dos pedidos em 2025, porém, indica que esse espaço vem sendo buscado quando boa parte das alternativas já se esgotou.

“Quando o número de recuperações cresce, o que aumenta, na prática, é a incapacidade de parte relevante das empresas de sustentar sua rotina financeira”, afirma Benito Pedro Vieira Santos, CEO da Avante Assessoria Empresarial. “A recuperação judicial não começa no fórum. Inicia muito antes, com margens comprimidas, capital de giro alongado e decisões que vão sendo postergadas.”

Entre empresas de médio porte, o percurso até a RJ costuma ser bastante acidentado. Renegociações sucessivas com fornecedores, parcelamentos de tributos, uso recorrente de crédito mais caro e ausência de ajustes estruturais formam o que Benito define como “financiamento invisível”. “Esse modelo apenas posterga o problema até o mercado parar de conceder crédito”, diz.

Quando se chega à recuperação judicial, a medida deixa de ser uma escolha tática e passa a ser consequência direta da falta de fôlego financeiro. O perigo, alertam especialistas, está em tratá-la como solução em si. “Recuperação judicial sem reestruturação do negócio é apenas o adiamento da falência”, resume Benito.

Crédito caro e o fim da tolerância

O recorde de 2025 se explica, em larga medida, pelo ambiente macroeconômico difícil. Juros elevados, maior seletividade dos bancos e custos operacionais pressionados reduziram a capacidade das empresas de absorver choques e sustentar suas estruturas financeiras. “Muitas sobreviveram nos últimos anos operando no vermelho e recorrendo a empréstimos para evitar o fechamento”, afirma Denis Barroso, sócio do Barroso Advogados Associados e especialista em recuperação empresarial.

Segundo ele, o modelo baseado em endividamento contínuo se torna inviável quando o crédito encarece e as exigências aumentam. “O que antes era rolagem virou bloqueio. Nesse cenário, a recuperação judicial acaba sendo o único caminho disponível.”

O perfil dos processos reforça essa leitura. Ao longo de 2025, casos de grande porte ganharam destaque, envolvendo cifras bilionárias e setores estratégicos da economia. Empresas como Unigel, Bombril, InterCement e Ambipar recorreram à recuperação judicial para reorganizar passivos elevados e tentar preservar suas operações. No caso da Unigel, as dívidas declaradas superaram R$ 19 bilhões, um dos maiores volumes do ano.

Tempo ajuda, mas não resolve

Apesar da relevância do instrumento legal, a recuperação judicial só produz resultados quando integrada a um plano consistente de reestruturação. “Nenhuma empresa está imune a problemas financeiros”, afirma Denis Barroso. “Controles, gestão adequada e governança são fundamentais para identificar vulnerabilidades e corrigir rotas antes que a crise se agrave.”

Na prática, a reorganização exige ações simultâneas: gestão rigorosa do caixa, revisão de margens e preços, controle do capital de giro, redimensionamento criterioso de custos e planos de pagamento compatíveis com a capacidade real de geração de caixa. Sem isso, a proteção judicial apenas compra tempo.

“O tempo ajuda, mas não resolve sozinho”, diz Benito Pedro. “O que recupera empresa é método, governança e execução disciplinada. Sem isso, a janela jurídica se fecha sem que a reorganização econômica aconteça.”

O recorde de recuperações judiciais em 2025 funciona, assim, como um aviso claro para 2026. Em um mercado menos tolerante a improvisos e mais exigente com disciplina financeira, empresas sem visibilidade, planejamento e rapidez na tomada de decisão tendem a ser penalizadas. A recuperação judicial oferece um respiro, mas dificilmente será suficiente para quem insiste em adiar as decisões difíceis.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Crédito
  • justiça
  • Recuperação Judicial
Cotações
15/05/2026 15h15 (delay 15min)
Câmbio
15/05/2026 15h15 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Governo avança na regulamentação da reforma tributária; veja as novidades

  • 2

    Ibovespa hoje sobe após estresse político com Flávio Bolsonaro

  • 3

    Banco do Brasil no 1T26 hoje: veja o que pode destravar preço da ação na crise no agro

  • 4

    Itaú lança cartão para altíssima renda da Mastercard com até 7 pontos por dólar

  • 5

    Ibovespa hoje fecha em queda de 1,8% e dólar dispara com áudio vazado de Flávio Bolsonaro

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o 2º lote da restituição do IR 2026: veja a data exata do pagamento
Logo E-Investidor
2º lote da restituição do IR 2026: veja a data exata do pagamento
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: muitos idosos não sabem desta regra sobre a declaração
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: muitos idosos não sabem desta regra sobre a declaração
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: idosos com mais de 70 anos estão livres da declaração? Entenda como funciona
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: idosos com mais de 70 anos estão livres da declaração? Entenda como funciona
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: esta é a multa que você pode pagar, caso atrase a declaração
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: esta é a multa que você pode pagar, caso atrase a declaração
Imagem principal sobre o Desenrola 2.0: veja em quantas vezes é possível parcelar o contrato
Logo E-Investidor
Desenrola 2.0: veja em quantas vezes é possível parcelar o contrato
Imagem principal sobre o Desenrola Brasil 2.0: o que se sabe sobre o programa para ajudar pessoas endividadas
Logo E-Investidor
Desenrola Brasil 2.0: o que se sabe sobre o programa para ajudar pessoas endividadas
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: idosos acima de 70 anos com atividade rural podem ser obrigados a declarar
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: idosos acima de 70 anos com atividade rural podem ser obrigados a declarar
Imagem principal sobre o 1º lote da restituição do IR 2026: é possível receber pagamento via Pix, desde que cumpra esta regra
Logo E-Investidor
1º lote da restituição do IR 2026: é possível receber pagamento via Pix, desde que cumpra esta regra
Últimas: Mercado
Resultados da Stone (STOC31) no 1T26 não animam mercado; Safra, XP e Citi avaliam
Mercado
Resultados da Stone (STOC31) no 1T26 não animam mercado; Safra, XP e Citi avaliam

O balanço foi ligeiramente acima do esperado pelo Safra e XP, enquanto o Citi, rebaixou recomendação

15/05/2026 | 14h10 | Por Giovana Pintan
Ações da Nubank (ROXO34) derretem pós balanço; veja o que dizem analistas
Mercado
Ações da Nubank (ROXO34) derretem pós balanço; veja o que dizem analistas

“Não vemos o trimestre como um ponto de inflexão negativa”, afirmaram os analistas da Xp

15/05/2026 | 11h30 | Por Giovana Pintan
Dólar hoje sobe acima de R$ 5 com alta do petróleo, tensão entre EUA e Irã e estresse político
Mercado
Dólar hoje sobe acima de R$ 5 com alta do petróleo, tensão entre EUA e Irã e estresse político

Após fechar abaixo dos R$ 5 na véspera, moeda americana opera em alta pressionada pelo avanço do petróleo, temor de juros maiores nos EUA e novos desdobramentos do caso Flávio Bolsonaro-Master

15/05/2026 | 10h50 | Por Igor Markevich
Tesouro Direto hoje: prefixados pagam até 14,29% ao ano e IPCA+ chega a 7,82%
Mercado
Tesouro Direto hoje: prefixados pagam até 14,29% ao ano e IPCA+ chega a 7,82%

Mercado aumenta prêmios dos títulos públicos após sinais de alta da inflação global e incerteza geopolítica

15/05/2026 | 10h47 | Por Marília Almeida

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador