No quarto mês de 2022, a soma das dívidas dos brasileiros com o nome no vermelho chegou a R$ 271,6 bilhões. Deste montante, os débitos com bancos e cartões de crédito corresponde a 28,1% do total, enquanto as pendências contas básicas como água, luz e gás representam 22,9%.
Em comparação a abril de 2021, as dívidas com ‘financeiras’ foram as que mais aumentaram, passando de 9,6% para 12,4%. De acordo com Luiz Rabi, economista da Serasa Experian, essas instituições costumam oferecer crédito para perfis de risco, como os consumidores inadimplentes, o que justifica esse crescimento em 12 meses.
O especialista alerta que existem algumas ferramentas que podem auxiliar o consumidor que está endividado. “O saque extraordinário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a antecipação do pagamento do 13º salário para aposentados podem e devem ser utilizadas para reorganizar as finanças pessoais, amenizar dívidas e tentar tirar o nome do vermelho”, afirma Rabi.