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Tempo Real

Campos Neto: a principal pergunta hoje é se teremos recessão global

Campos Neto ainda comentou que a política adotada pelo Fed é mais agressiva do que era esperada

Por Estadão Conteúdo

27/06/2022 | 11:54 Atualização: 27/06/2022 | 10:26

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central. Foto: Gabriela Biló/Estadão
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central. Foto: Gabriela Biló/Estadão

Por Thaís Barcellos – O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou hoje que a grande dúvida atual no mundo é se será enfrentada uma recessão global. “O Brasil está muito mais perto de ter feito o trabalho todo, outros países ainda estão no meio do processo de alta de juros“, disse, citando a memória inflacionária e os mecanismos de indexação “mais vivos” no Brasil.

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“Vamos ver alguns países subindo bastante os juros. Precisamos entender quais vão ser as consequências para a economia mundial. Será que teremos recessão mundial? Que tipo de desaceleração a gente vai ter? Acho que essa é a pergunta mais importante”, completou.

Campos Neto comentou que a política adotada pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) atualmente é mais agressiva do que era inicialmente esperada. Ele citou que o mercado já precifica que os juros americanos devem chegar a uma faixa de 3% a 3,5%, já se aproximando de 4%. “Temos interpretação de que o Fed teve leitura errada de inflação, agora está correta”, afirmou. “Pela primeira vez, o mercado precifica juro dos EUA a nível que controle inflação”, completou.

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Segundo o presidente do BC, a inflação global começou com choques de energia e alimentos, mas já se mostra mais disseminada em vários países, embora a China seja uma exceção, com taxa inflacionária mais baixa, que cabe ser avaliada. “BCs atuam de uma forma ante choques e de outra com inflação mais disseminada”, pontuou.

Campos Neto participou do Fórum Jurídico de Lisboa, promovido pelo Instituto de Ciências Jurídico-Políticas e o Centro de Investigação de Direito Público da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (ICJP/CIDP), o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e a Fundação Getulio Vargas (FGV).

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